domingo, 30 de agosto de 2015

Títulos – Campeonato Brasileiro de 1999

Detentor dos títulos de campeão brasileiro de 1998 e de campeão paulista de 1999, o Corinthians era o franco favorito a vencer o Brasileirão de 1999 antes mesmo de o torneio começar. A equipe, treinada por Oswaldo de Oliveira, era uma verdadeira seleção, que mantinha a base vitoriosa dos últimos anos, com craques como Marcelinho, Ricardinho, Rincón, Vampeta e Edílson, e contava ainda com os reforços do goleiro Dida, um dos melhores do Brasil na posição, e do centroavante Luizão, matador em todos os clubes pelos quais havia passado. Um timaço!

No dia 25 de julho de 1999, quando o Corinthians fez sua estreia na competição contra o Gama, a expectativa era de um bom início, mas poucos esperavam que aquela partida, vencida por 4x2 (com quatro gols de Luizão), seria o início de uma caminhada praticamente perfeita: naquele dia, o Corinthians chegaria à liderança logo na primeira rodada do campeonato, iniciaria uma sequência de sete vitórias consecutivas e não deixaria a ponta da tabela nem por um momento ao longo do torneio, chegando ao seu terceiro título brasileiro liderando o campeonato de ponta a ponta, em uma das maiores campanhas da história da competição.

De acordo com o regulamento, os 22 clubes participantes jogariam todos contra todos, no sistema de pontos corridos em turno único, classificando-se para a fase final os oito primeiros colocados.

Nossa primeira fase foi disputada sem sustos. Com a já mencionada sequência de vitórias nos sete primeiros jogos, o time acumulou gordura para se manter na liderança rodada após rodada, e nem mesmo um ou outro tropeço nos tirou da ponta, ainda que tenhamos sido acompanhados de perto por Flamengo, Vasco e Cruzeiro, que se alternavam na vice-liderança da competição.

Nos classificamos para o mata-mata com a melhor campanha da primeira fase, o que nos daria a tranquilidade de jogar pelo empate em todas as etapas restantes, já que o regulamento previa que cada confronto da fase final seria disputado em três jogos (a não ser que uma mesma equipe vencesse as duas primeiras partidas) e que, caso houvesse a necessidade desse terceiro jogo, a equipe de melhor campanha teria o mando de campo e a vantagem do empate.

O adversário do Corinthians nas quartas de final seria o oitavo colocado da fase inicial, o Guarani. Na primeira partida, empatamos fora de casa em 0x0; na segunda, vencemos em casa por 2x0, com gols de Marcelinho e Ricardinho. Com um empate e uma vitória corinthiana, seria necessária uma terceira partida, com mando de campo corinthiano, em que poderíamos perder por até dois gols de diferença, mas nem precisou ser tão sofrido: um empate em 1x1, com nosso gol marcado por Luizão, nos classificou para a semifinal, contra o São Paulo.

Curiosamente, apesar de ser um clássico, esse confronto foi o único da fase de mata-mata em que não não foi necessário o terceiro jogo, já que o Corinthians se classificou para a final com duas vitórias. A primeira partida foi histórica. O zagueiro Nenê abriu o placar para o Corinthians; Raí empatou, justificando a fama de carrasco corinthiano; porém, apenas dois minutos depois, Ricardinho fez um golaço, colocando o Corinthians à frente novamente; mas Edmílson empatou outra vez – tudo isso apenas no primeiro tempo! Na segunda etapa, as penalidades foram protagonistas. Primeiro, Marcelinho, de pênalti, colocou o Corinthians em vantagem outra vez. Depois, o árbitro inventou um pênalti para o São Paulo, cobrado por Raí, e Dida saltou para uma defesa espetacular. Nos acréscimos, o juiz marcou outro pênalti para o São Paulo, outra vez Raí partiu para a cobrança e Dida, perfeito, defendeu novamente. No rebote, o goleiro corinthiano ainda foi atingido por Raí e, com o joelho sangrando, teve que ser substituído, mas a heroica vitória por 3x2 já estava garantida. Uma semana depois, em uma partida bastante equilibrada, Ricardinho e Edílson fizeram os gols da vitória por 2x1 que levaram o Corinthians a mais uma final de Campeonato Brasileiro, a quinta de sua história.

Assim como havia ocorrido em 1998, nosso adversário na decisão seria um clube mineiro: desta vez, o Atlético. E foi um confronto duríssimo. Na primeira partida, disputada no Mineirão em 12 de dezembro, o atacante Guilherme – que posteriormente seria jogador do Corinthians – fez os três gols atleticanos (um deles aos 15 segundos de jogo), mas Vampeta e Luizão descontaram para o Timão. A vitória do Atlético por 3x2 reverteu a vantagem para a equipe mineira, que passaria a jogar por dois empates. Mas na segunda partida, no Morumbi, em 19 de dezembro, o Corinthians venceu por 2x0, com dois gols de Luizão, e arrancou outra vez a vantagem de jogar pelo empate no terceiro e decisivo confronto. Só que teríamos um importantíssimo desfalque: o próprio Luizão, que passou de herói a vilão na mesma partida ao ser expulso nos acréscimos do segundo tempo. Bastava um empate na partida decisiva para que o Corinthians se sagrasse campeão, e foi exatamente assim que o campeonato acabou, no dia 22 de dezembro. Foi um jogo emocionante – teve bola na trave chutada por Marcelinho, defesas milagrosas tanto de Dida como de Velloso e expulsão do atleticano Belletti –, mas ficou mesmo no 0x0. Era o que precisávamos.

Desse modo, comemoramos o nosso bi/tri campeonato: bi, por termos sido campeões brasileiros duas vezes consecutivas, e tri, porque chegávamos ao terceiro título de nossa história, após 1990 e 1998.


Time-base: Dida (Maurício); Índio, João Carlos, Márcio Costa e Kléber; Vampeta (Gilmar), Rincón (Edu), Ricardinho (Marcos Senna) e Marcelinho Carioca; Edílson (Dinei) e Luizão. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

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