quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Títulos – Campeonato Paulista de 1995

Após um período difícil, pode-se dizer que 1995 foi o ano da virada para o Corinthians. Nas temporadas de 1993 e 1994, até montávamos times fortes e conseguíamos realizar boas campanhas, mas, na hora de decidir o título, acabávamos batendo na trave. Foram três finais consecutivas (Paulista de 1993, Rio-São Paulo de 1993 e Brasileiro de 1994), todas elas contra o Palmeiras, e perdemos todas. Parecia que nunca chegaria a nossa vez.

No Campeonato Paulista, em especial, fazia sete anos que o Corinthians não conseguia ser campeão. Desde o último título, em 1988, as campanhas corinthianas nos estaduais também ficavam no "quase": fomos vice em 1991 e 1993 e terminamos na terceira colocação em 1989, 1990, 1992 e 1994.

Mas em 1995, ano em que tudo deu certo desde o início (com os títulos da Copa São Paulo de Juniores e da Copa do Brasil, passando até mesmo pelo Carnaval de São Paulo com a Gaviões da Fiel), conseguimos quebrar estas duas escritas: derrotar o Palmeiras em uma final e acabar com o curto, porém incômodo jejum de títulos estaduais.

O regulamento do Paulistão de 1995 previa que na primeira fase as 16 equipes se enfrentariam no sistema de pontos corridos em turno e returno. Apenas os sete melhores se classificariam para a fase seguinte; estes, somados ao primeiro colocado da segunda divisão paulista daquele mesmo ano, formariam o grupo das oito equipes que disputariam a segunda fase.

O Corinthians fez uma campanha bastante irregular nesta etapa, se classificando apenas na sexta posição, com 42 pontos em 30 jogos, mas a esperança era de que a equipe crescesse nos momentos decisivos, como costuma acontecer.

Na segunda fase, os oito clubes classificados foram divididos em dois grupos. Cada equipe enfrentaria seus adversários do grupo em turno e returno, e os vencedores de cada grupo fariam a grande final.

O Corinthians jogou no Grupo 2, junto com a Portuguesa, que inclusive havia feito a melhor campanha geral na primeira fase, mais Santos e União São João, e, como se esperava, cresceu muito de rendimento, tendo inclusive realizado a melhor campanha dentre as oito equipes. Assim, classificou-se para a final, que seria contra o Palmeiras, vencedor do Grupo 1, e com uma vantagem: jogaria pelo empate, exatamente por ter feito a melhor campanha da segunda fase.

Enfrentar o Palmeiras nessa final teve um sabor especial não apenas pela possibilidade de uma revanche, mas sobretudo porque aquele título valia a soberania em estaduais: empatados com 20 títulos paulistas, Corinthians e Palmeiras teriam a chance de decidir qual equipe chegaria à 21ª conquista, estabelecendo o recorde isolado no estado de São Paulo.

Ambas as partidas da final foram disputadas em Ribeirão Preto. No jogo de ida, em 30 de julho, saímos na frente, com Marcelinho, mas o excelente time do Palmeiras conseguiu o empate nos acréscimos do segundo tempo. Na segunda partida, em 6 de agosto, o Palmeiras abriu o placar, mas logo empatamos o jogo: outra vez Marcelinho fez o dele, em uma falta cobrada com perfeição, no ângulo direito do goleiro Velloso. Após dois resultados iguais, o regulamento previa que o campeonato seria decidido na prorrogação, na qual o Corinthians jogaria pelo empate por ter feito melhor campanha na fase anterior. Faltando dois minutos para o título, quando boa parte da torcida palmeirense já estava indo embora do estádio, Elivélton jogou a pá de cal: soltou uma bomba de pé esquerdo, de fora da área, que morreu no fundo do gol de Velloso. Um golaço! Gol da vitória, gol de campeão.

Foi a primeira vez que o Corinthians derrotou o Palmeiras em uma final direta (já havíamos sido campeões em cima deles na rodada decisiva do Campeonato Paulista de 1954, mas o torneio era disputado em pontos corridos), e, de quebra, ainda evitamos o tricampeonato do rival, que havia vencido os Paulistões de 1993 e 1994.


Time-base: Ronaldo; André Santos (Vítor), Célio Silva, Henrique e Silvinho; Zé Elias, Bernardo (Ezequiel), Marcelinho Carioca (Elivélton) e Souza (Marcelinho Paulista); Viola (Fabinho) e Marques (Tupãzinho). Técnico: Eduardo Amorim.

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