quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Títulos – Campeonato Paulista de 1928

Em 1928, o Corinthians partiu rumo ao segundo tricampeonato paulista de sua história, glória esta que já havia alcançado em 1922-1923-1924.

Na época, havia duas entidades responsáveis pelo futebol no estado de São Paulo: a Apea e a LAF, e cada uma organizava o seu Campeonato Paulista. O Corinthians era filiado à Apea, e era portanto esse torneio que o alvinegro disputava.

O sistema do campeonato da Apea era bastante simples: os times participantes se enfrentariam em turno e returno, e a equipe que terminasse com menos pontos perdidos se sagraria campeã.

Foi nesse campeonato que garantimos a posse definitiva da Taça Ballor, que ficaria com a equipe que vencesse o primeiro turno do Campeonato Paulista por três vezes. Após o Corinthians tê-la conquistado em 1923 e 1924, bastava terminar o primeiro turno do Campeonato Paulista na primeira colocação mais uma única vez para garantir essa taça para sempre em sua sala de troféus. Mas o que é fácil para o Corinthians? Quatro anos depois, em 1928, nada de vencermos o primeiro turno do Paulista novamente... E pra piorar, nesse período o rival Palestra Itália havia levado a Taça Ballor para casa em duas oportunidades, nos anos de 1926 e 1927, empatando a disputa. Mas quis o destino que as duas equipes se enfrentassem na sétima e última partida do primeiro turno do Paulista de 1928, exatamente um campeonato em que ambas disputavam o título. O Corinthians apresentava 100% de aproveitamento, com seis vitórias em seis jogos; já o Palestra acumulava cinco vitórias e um empate. Quem vencesse levaria a Taça Ballor para casa para sempre, e o Corinthians inclusive jogaria pelo empate, mas o jogo que parecia difícil acabou sendo um passeio: goleamos o rival por 3x0.

No segundo turno, foi só administrar a vantagem. A partida que decidiu o campeonato foi realizada em 25 de novembro, no Parque São Jorge, quando uma vitória por 3x2 sobre a Portuguesa, com gols de Neco, Gambinha e De Maria, deu o título paulista para o Corinthians com uma rodada de antecedência. Ms o que realmente entrou para a história nesse dia foi a briga que aconteceu dentro de campo: inconformado com a marcação de um pênalti a favor do Corinthians, Benedito Bueno, diretor da Portuguesa, invadiu armado o gramado do Parque São Jorge. O briguento Neco, conhecido por seu sangue quente, agrediu Benedito Bueno, e só não levou um tiro porque o dirigente foi contido. Quase a festa virou tragédia.

Mas deu Corinthians, campeão paulista pela sexta vez, com 21 pontos conquistados em 24 disputados (10 vitórias e apenas um empate e uma derrota em 12 jogos).

O caminho do segundo tri, que se concretizaria em 1929 e 1930, começava a ser percorrido.


Time-base: Tuffy (Colombo); Grané e Del Debbio; Nerino, Soares (Sebastião) e Munhoz (Rafael); Apparício, Neco, Gambinha, Rato e De Maria (Rodrigues). Técnico: Ângelo Rocco.

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