quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Títulos – Torneio Rio-São Paulo de 1950

Em 1950, o Corinthians enfrentava nove anos de jejum: desde a conquista do Paulista de 1941, nenhum outro título oficial foi comemorado no Parque São Jorge. Na época, o único torneio de ponta que as equipes disputavam era o estadual, ou seja, não ser campeão paulista significava ficar mais um ano na fila. Mas a partir de 1950, um novo campeonato começou a ser disputado: o Torneio Rio-São Paulo, o que possibilitava que cada equipe disputasse dois títulos de primeira grandeza por temporada. Oficialmente chamado Torneio Roberto Gomes Pedrosa, sua proposta era medir forças entre as principais equipes de São Paulo e Rio de Janeiro, na época os grandes centros futebolísticos do país.

Na verdade, o Torneio Rio-São Paulo não surgiu em 1950. Sua primeira edição foi disputada em 1933, mas com um sistema diferente, no qual os pontos conquistados em partidas entre os times do mesmo estado valiam tanto para o Rio-São Paulo como para os campeonatos Paulista e Carioca. Também foram realizadas edições em 1934 e 1940, mas ambas foram interrompidas em suas fases iniciais e não houve campeão. Assim, a edição de 1950 foi o primeiro Torneio Rio-São Paulo em sua era regular, com o campeonato sendo disputado anualmente, o que aconteceu até 1966 (a partir de 1967, a disputa também incluiu clubes de outros estados, sendo considerada o embrião do Campeonato Brasileiro).

Apenas oito clubes disputaram o campeonato em 1950, sendo quatro da capital paulista e quatro da capital fluminense. O sistema era de pontos corridos, em turno único, e ao final de sete rodadas a equipe com mais pontos seria declarada campeã.

A estreia corinthiana foi péssima – uma goleada de 6x2 sofrida para o Flamengo –, mas seria a única derrota do Corinthians em toda a competição. A reabilitação veio nas rodadas seguintes, com vitórias sobre os rivais São Paulo (4x1) e Palmeiras (3x2), o que deu moral para derrotarmos também Vasco (2x1), Fluminense (3x1) e Portuguesa (5x3). Com cinco vitórias em seis jogos, chegamos à rodada final contra o Botafogo dependendo apenas de nossas forças para levantarmos a taça. Nosso adversário direto ao título, o Vasco, até colocou pressão sobre a gente em sua última partida ao vencer o Palmeiras e chegar a 10 pontos, exatamente a pontuação do Corinthians até aquele momento, mas tínhamos um jogo a menos, o que significava que bastaria um empate contra o Botafogo para comemorarmos o título. No dia 15 de fevereiro, no Pacaembu, nosso ponta-esquerda Noronha abriu o placar aos dois minutos de jogo; o Botafogo até empatou no finalzinho da partida, mas não fez diferença. Com o empate, chegamos a 11 pontos e levantamos a taça do Torneio Rio-São Paulo pela primeira vez.

Nosso centroavante Baltazar foi o artilheiro do campeonato, com 9 gols.

A conquista interestadual – o mais próximo de um título nacional que se podia comemorar na época – é também simbólica por ser a primeira da geração de Idário, Cláudio, Luizinho e Baltazar, que tantas alegrias dariam ao torcedor corinthiano nos próximos anos.


Time-base: Bino; Newton e Belfare; Idário, Touguinha e Hélio; CláudioLuizinho, Baltazar, Nelsinho (Edélsio) e Noronha (Colombo). Técnicos: Christino Calaf e Manoel dos Santos.

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