quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Títulos – Campeonato Paulista de 2001

Entre o final dos anos 90 e o início da década de 2000, o Corinthians conquistou alguns dos títulos mais importantes de sua história: Brasileiro em 1998 e 1999, Mundial em 2000, Rio-São Paulo em 2002 e Copa do Brasil também em 2002. Mas não era só: ainda sobrava tempo pra ganhar um Paulista atrás do outro.

Em 2001, levantamos a taça do estadual novamente, pela quarta vez em apenas sete anos. Com tantas conquistas no período, pode parecer que vencer mais esse campeonato seria apenas seguir a rotina, mas a verdade é que foi sofrido. Muito sofrido.

O início do torneio para o Corinthians pode ser definido em uma simples palavra: trágico. Na primeira fase, 16 clubes se enfrentariam no formato de pontos corridos em turno único. Após 15 rodadas, os quatro primeiros colocados se classificariam para a fase semifinal. Só que das nossas sete primeiras partidas, vencemos apenas uma: um clássico contra o Palmeiras pela quarta rodada. De resto, foi um festival de vexames, incluindo um empate em casa com o frágil Rio Branco na estreia e derrotas para equipes do naipe de Portuguesa Santista e Matonense. Com apenas cinco pontos somados dos 21 disputados até então, ocupávamos a 14ª posição, logo acima da zona de rebaixamento.

Seria necessária uma campanha praticamente perfeita nas oito rodadas restantes para alcançarmos uma vaga nas semifinais. Outras equipes já teriam jogado a toalha em uma situação como essa, mas não o Corinthians, e o que se viu dali em diante foi uma reabilitação assombrosa do Timão, que iniciou uma série de sete vitórias consecutivas, incluindo uma pancada de 5x0 no Santos e goleadas também sobre Portuguesa (5x2) e Botafogo de Ribeirão Preto (5x1). Na última rodada, com a vaga já garantida, perdemos para o já eliminado São Paulo e nos classificamos na terceira posição, o que nos colocava no chaveamento das semifinais contra o Santos, segundo colocado geral.

Apesar da goleada que havíamos aplicado na equipe da Baixada na primeira fase, o confronto alvinegro nas semifinais foi duríssimo. O primeiro jogo, em 6 de maio, acabou empatado em 1x1. O mesmo placar persistia na partida de volta, em 13 de maio, resultado que nos eliminaria do campeonato, pois o Santos jogava por dois resultados iguais devido à melhor campanha na primeira fase. Isso até os 47 do segundo tempo, quando fizemos história faltando 10 segundos para o fim do jogo. A torcida santista já comemorava a classificação quando Gil iniciou uma bela jogada pela esquerda e deu um drible sensacional no zagueiro André Luis, que caiu sentado após o lance. O ponta corinthiano cruzou rasteiro e Marcelinho fez um corta-luz, deixando a bola sobrar limpa para Ricardinho marcar um golaço e garantir o 2x1 que colocava o Corinthians na final. Uma emoção incomparável não apenas para os torcedores corinthianos, mas também para os jogadores e para o técnico Vanderlei Luxemburgo, que disseram nunca ter vivido nada igual no futebol.

Na final, teríamos pela frente o surpreendente Botafogo de Ribeirão Preto, dono de uma campanha invejável. Mas a empolgação do adversário não foi páreo para a nossa – afinal, qual a chance de o Corinthians perder o título depois de conseguir uma arrancada histórica na primeira fase e uma classificação heroica na semifinal? Na partida de ida, em Ribeirão, no dia 20 de maio, deu Corinthians 3x0, pra colocar uma mão e meia na taça. Na volta, disputada no Morumbi em 27 de maio, só uma catástrofe tiraria o título da gente, então a estratégia foi administrar o empate, deixando o tempo passar. No final, o 0x0 bastou, e levantamos o troféu de campeão paulista pela 24ª vez – taça, aliás, conquistada em uma data marcante, já que se comemorava o 100º ano de disputa do Campeonato Paulista, organizado pela primeira vez em 1902.


Time-base: Maurício (Gléguer); Rogério (Índio), João Carlos (Scheidt), Fábio Luciano e Kléber (Andrezinho); Otacílio (Marcos Senna) (Batata), André Luís (Émerson Pereira), Ricardinho e Marcelinho; Ewerthon (Luizão) e Gil (Paulo Nunes). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

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