quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Títulos – Copa do Brasil de 2009

No primeiro semestre de 2009, período fenomenal em que o Corinthians contou com a estreia do atacante Ronaldo e comemorou mais um Campeonato Paulista, a grande conquista alvinegra foi outro título nacional para a nossa Sala de Troféus: o da Copa do Brasil, terceira na história corinthiana.

O regulamento do torneio era o mesmo dos anos anteriores: no formato de mata-mata, as equipes participantes se enfrentariam em jogos eliminatórios de ida e volta até a final, na qual a equipe vencedora se sagraria campeã.

A estreia do Timão na competição, contra o Itumbiara, de Goiás, foi histórica. Todo início de competição para o Corinthians sempre atrai atenção geral, mas dessa vez os holofotes estavam mesmo voltados para a outra grande estreia da noite: a de Ronaldo com a camisa corinthiana, já que o jogador, após ficar um ano e vinte dias afastado dos gramados devido a uma grave lesão no joelho, voltou a entrar em campo nessa partida, ainda que apenas por alguns minutos. Foi uma euforia: a cidade havia preparado uma verdadeira festa para receber o ídolo e nem parecia se importar com a derrota sofrida pelo time da casa por 2x0, resultado que classificava o Corinthians para a próxima fase – lembrando que vitória por dois ou mais gols de diferença como visitante nas duas primeiras rodadas do torneio elimina o jogo de volta. Mas se engana quem pensa que tivemos moleza na partida. Chicão abriu o placar ainda na primeira etapa, só que o gol da classificação, marcado por André Santos, foi sair apenas aos 49 do segundo tempo.

Nosso próximo adversário na competição seria o Misto, do Mato Grosso do Sul. Novamente sem surpresas, novamente por 2x0, novamente com gols de Chicão e André Santos e novamente eliminando a partida de volta, deu Corinthians, e avançamos.

O campeonato começou a engrossar nas oitavas de final, quando teríamos pela frente o sempre perigoso Atlético-PR. Foi nessa fase que conhecemos a nossa primeira derrota – que, aliás, seria a única no torneio. A partida poderia ter sido uma tragédia completa, pois aos dois minutos do segundo tempo já perdíamos por 3x0, mas o Timão não desistiu em momento algum e acabou recompensado com dois gols nos minutos finais, aos 41 e aos 47 do segundo tempo. Os gols marcados fora de casa deram mais tranquilidade para a partida de volta, no Pacaembu, a qual vencemos por 2x0, e seguimos em frente mais uma vez.

Nas quartas, faríamos um grande clássico do futebol brasileiro contra o Fluminense, comandado por Carlos Alberto Parreira, com a desvantagem de decidirmos fora de casa. Uma vitória magra no Pacaembu por 1x0 parecia não garantir nossa classificação, mas na partida de volta, disputada no Rio de Janeiro, chegamos atropelando: aos 16 minutos já vencíamos por 2x0, o que obrigava o Fluminense a fazer quatro gols. Eles até chegaram ao empate, mas parou por aí: 2x2 e vaga corinthiana na semi.

Na última etapa antes da finalíssima, mais uma grande equipe carioca nos aguardava: o Vasco da Gama, naquele que seria o confronto mais difícil do Timão em toda a competição. Na primeira partida, disputada fora de casa, abrimos o placar, mas sofremos o empate no segundo tempo. O 1x1 não foi de todo mal, já que trazer um empate e um gol marcado como visitante é sempre uma boa vantagem, e foi esse golzinho que nos classificou, pois na partida de volta, no Pacaembu, não saímos de um 0x0 e acabamos conseguindo a vaga na final exatamente pelo critério de gols marcados fora de casa.

A grande final da Copa do Brasil de 2009, a quinta da história corinthiana na competição e segunda consecutiva após o vice em 2008, seria contra o Internacional de Porto Alegre. O primeiro jogo foi no Pacaembu, e deu a lógica: Corinthians 2x0, com gols de Jorge Henrique e Ronaldo. E foi então que, às vésperas da segunda partida da final, se deu um episódio histórico na rivalidade entre os dois clubes. Talvez pressionada pelo resultado desfavorável (e pelo polêmico Brasileirão de 2005, ainda entalado na garganta dos rivais), a diretoria do Inter resolveu lançar mão de um dos artifícios mais patéticos da história do futebol nacional: um DVD apresentado pelo então vice-presidente colorado, Fernando Carvalho, que convocou a imprensa para denunciar supostos favorecimentos da arbitragem ao Corinthians. A polêmica foi enorme, mas a verdade é que tal iniciativa de nada adiantou para a equipe gaúcha – aliás, serviu apenas para que a torcida corinthiana começasse a chamar os colorados de "chororados" e também como um incentivo extra para inflamar os ânimos corinthianos para a grande decisão no dia 1º de julho. Bobagem feita, não deu outra: voando em campo, abrimos 2x0 em 27 minutos – gols marcados por Jorge Henrique e André Santos –, e só perderíamos se o Inter fizesse cinco gols. Com a mão na taça, relaxamos em campo e sofremos o empate em 2x2 no segundo tempo, mas não fez diferença. O título já era nosso.

Pode chorar: Corinthians tricampeão da Copa do Brasil.

E põe no DVD.


Time-base: Felipe; Alessandro, Chicão, William e André Santos; Cristian, Elias e Douglas (Boquita); Jorge Henrique, Ronaldo (Souza) e Dentinho (Morais). Técnico: Mano Menezes.

Para ver uma lista com todos os títulos da história do Corinthians, clique aqui.

Para acessar os posts sobre outros títulos da história do Corinthians, clique aqui.
                   

Nenhum comentário:

Postar um comentário