quarta-feira, 11 de maio de 2016

Títulos – Campeonato Paulista de 1941

O título paulista de 1941 conquistado pelo Corinthians quase foi um pentacampeonato. Quase. Após o tri em 1937-1938-1939, se não fosse a má campanha no estadual de 1940 (um quarto lugar), teríamos enfileirado cinco títulos na sequência. Não conseguimos, é verdade, mas vencer quatro títulos em cinco anos foi o suficiente para reafirmar a hegemonia corinthiana no estado de São Paulo.

O Paulista de 1941, primeiro na história a ser organizado pela Federação Paulista de Futebol, contou com o mesmo sistema de disputa dos anos anteriores: eram 11 equipes, todas se enfrentando no sistema de pontos corridos em turno e returno, com o campeão sendo conhecido após 20 rodadas.

O Corinthians mostrou estar no caminho certo desde sua primeira partida no campeonato, na qual derrotou o Hespanha por 4x0. Foram oito vitórias nos oito primeiros jogos disputados, incluindo a maior goleada do torneio: um humilhante 7x0 sobre o Santos. Com o time acumulando bons resultados tanto no turno como no returno, o título parecia uma mera questão de tempo, e ele veio no dia 28 de setembro, quando vencemos o Santos na Vila Belmiro por 3x2, gols de Brandão, Servílio e Teleco, e levantamos a taça com duas rodadas de antecedência, já que nossa pontuação não poderia ser alcançada por mais ninguém.

Foi o 12º título paulista conquistado pelo Corinthians, que se tornou o maior vencedor isolado do estado, ultrapassando o Paulistano, que possuía 11.

Com o título assegurado, tínhamos mais um desafio: conquistá-lo de forma invicta, o que teria ocorrido pela quinta vez em nossa história. Não conseguimos, mas foi por pouco. Chegamos na última rodada, um clássico contra o Palestra Itália disputado no Pacaembu, no dia 12 de outubro, sem termos perdido nenhuma das 19 partidas disputadas naquele torneio e defendendo uma série de 22 jogos consecutivos sem derrota no Campeonato Paulista, invencibilidade que havia sido iniciada no estadual do ano anterior. Caso não perdêssemos, chegaríamos a 23 jogos sem sermos derrotados e tiraríamos do próprio Palestra a Taça dos Invictos (troféu entregue pelo jornal A Gazeta Esportiva para a equipe que superasse o recorde vigente de invencibilidade no Paulista), pois o rival havia alcançado 22 jogos sem derrota entre 1933 e 1934. No entanto, o jogo acabou 2x0 para o Palestra, que conseguiu carimbar nossa faixa e adiar a conquista corinthiana da Taça dos Invictos por mais 15 anos. O Palestra, aliás, foi a única equipe que não conseguimos vencer ao longo de toda a competição, pois no primeiro turno o confronto entre as duas equipes terminou com um empate em 1x1. Todos os demais adversários foram derrotados pelo Corinthians em pelo menos um dos turnos.

Mas nada disso mancha a ótima campanha realizada pelo Corinthians: foram 16 vitórias, três empates e apenas uma derrota em 20 jogos. Além disso, novamente tivemos o melhor ataque (61 gols marcados) e a melhor defesa (apenas 17 gols sofridos) e contamos outra vez com o artilheiro da competição: Teleco, com 26 gols, 12 à frente do segundo colocado. Essa foi, aliás, a quinta vez que o lendário atacante corinthiano alcançou a artilharia do Campeonato Paulista.

A conquista foi bastante marcante também por ter sido o primeiro título comemorado no Pacaembu, estádio recém-construído e que praticamente seria a nossa casa ao longo das décadas seguintes. Embora o jogo que nos deu a taça não tenha sido disputado no estádio, várias partidas do campeonato foram realizadas ali.

Mas nem tudo foram flores. Essa conquista marca o início do primeiro grande jejum que o Corinthians atravessou em sua história. Seriam nove longos anos sem nenhuma conquista, até o título do Rio-São Paulo de 1950, e 10 anos sem vencer o Paulista, escrita que seria quebrada apenas na edição de 1951 do campeonato.


Time-base: Ciro (Pio); Agostinho e Chico Preto (Dedão); Jango (Peliciari), Brandão e Dino; Lopes (Tite), Servílio, Teleco (Mário Milani), Joane (Caio) e Carlinhos (Manja). Técnico: Del Debbio.

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