terça-feira, 27 de setembro de 2016

Títulos – Copa Cidade de Turim de 1966

Como se sabe, o jejum de 23 anos vivido pelo Corinthians entre 1954 e 1977 se refere apenas a títulos oficiais, o que quer dizer que alguns torneios amistosos foram conquistados pela equipe nesse período. Um deles foi a Copa Cidade de Turim de 1966, mais um troféu internacional para a nossa galeria.

Esse torneio, cujo nome em italiano era Coppa Città di Torino, foi disputado apenas duas vezes, em 1964 e 1966. Em ambas, o formato era o mesmo: duas equipes italianas (a Juventus e outra escolhida a cada edição) enfrentariam duas estrangeiras convidadas em um curto torneio de mata-mata que se iniciava já nas semifinais, com os vencedores avançando para a final e os perdedores disputando o terceiro lugar.

Na edição de 1966, as duas equipes italianas seriam as tradicionalíssimas Juventus e Internazionale. Quanto aos times convidados, além do Corinthians, participaria também uma equipe espanhola, o Espanyol.

Na semifinal, em 29 de maio, o Corinthians faria sua estreia diante da Internazionale, que vivia o período mais glorioso de sua história, já que tinha sido a campeã italiana nas últimas duas temporadas (1964-65 e 1965-66) e recentemente havia conquistado a Copa dos Campeões da UEFA e o Mundial Interclubes em duas edições consecutivas (1963-64 e 1964-65). Só que contrariando todo o favoritismo do time da casa, deu Timão em pleno estádio de San Siro, em Milão: saímos na frente com Nair, e a Inter logo empatou, mas Nei marcou duas vezes, garantindo a vitória por 3x1. O resultado nos garantiu vaga para jogarmos a final, contra o Espanyol, em 1º de junho, no estádio Comunale de Turim.

Ainda que o Espanyol não seja tão tradicional e vencedor em seu país, a equipe espanhola vinha credenciada por ter eliminado a favorita Juventus na outra semifinal do torneio. Além disso, o adversário contava com a escalação de Di Stéfano, um dos maiores jogadores de todos os tempos, recém-contratado junto ao Real Madrid. Assim, como era de se esperar, o jogo foi realmente muito duro: Rivellino abriu o placar, mas levamos o empate, e como o 1x1 persistiu no tempo normal e na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis. E em uma disputa um tanto confusa, em que era permitido que um batedor realizasse mais de uma cobrança, Nair bateu os quatro pênaltis convertidos pelo Timão; assim, vencemos por 4x3 e garantimos a taça.

Embora não tenha sido um título dos mais comemorados, uma conquista internacional como essa, frente a equipes bastante qualificadas do futebol europeu, serviu para trazer um pouco de alento ao torcedor corinthiano, que já contava 12 anos sem nenhum troféu de grande expressão.

Time-base: Marcial; Jair Marinho (Galhardo), Ditão, Clóvis e Maciel; Nair e Rivellino; Marcos, Nei, Tales e Luís Américo. Técnico: Oswaldo Brandão.

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