quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Títulos – Torneio Internacional Charles Miller de 1955

Em 1955, apenas dois anos após o título da Pequena Taça do Mundo na Venezuela, o Corinthians conquistou seu segundo título em nível mundial: o Torneio Internacional Charles Miller.

Assim como a Copa Rio de 1951 e 1952 e o Torneio Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer de 1953, o Torneio Internacional Charles Miller foi realizado em 1955 sob os auspícios da CBD (entidade responsável pelo esporte no Brasil antes da criação da CBF), sendo mais uma das diversas competições internacionais disputadas no período e que embora tenham sido muito valorizadas e comemoradas em sua época, atualmente são vistas como torneios de menor expressão, já que não havia competições oficiais de clubes em nível mundial sendo organizadas naqueles tempos.

Há quem diga que esta edição nada mais é do que uma expansão em nível internacional da Taça Charles Miller de 1954 – também conquistada pelo Corinthians –, que havia sido disputada apenas por equipes paulistas. No entanto, há divergência entre as fontes, já que também existem aqueles que considerem a edição de 1955 um campeonato sem nenhuma ligação com a disputa estadual do ano anterior.

Seis equipes foram convidadas para o torneio: o campeão e o vice-campeão de 1954 do Campeonato Paulista (Corinthians e Palmeiras) e do Campeonato Carioca (Flamengo e America), além do Benfica, campeão português de 1954-1955, e do Peñarol, campeão uruguaio de 1954.

O torneio, portanto, seria um hexagonal, disputado em pontos corridos, em turno único. Após cada equipe enfrentar todas as demais, aquela que tivesse somado mais pontos se sagraria a campeã.

Todos os compromissos do Corinthians foram realizados no Pacaembu.

Estreamos em 22 de junho, exatamente em um derby contra o Palmeiras, e vencemos por 2x1, de virada, com gols de Cláudio e Luizinho.

Na partida seguinte, contra o Flamengo, em 26 de junho, Rafael, Nelsinho e Simão marcaram na goleada por 3x0 sobre a equipe carioca.

Nosso terceiro compromisso na competição, no dia 3 de julho, contra o Peñarol, foi a única partida naquele torneio em que não conseguimos a vitória: apenas empatamos em 2x2, com gols de Simão e Nelsinho. Mas poderia ter sido muito pior, já que saímos perdendo por 2x0 no primeiro tempo e tivemos que buscar o empate na segunda etapa, em mais uma das infinitas demonstrações de raça da equipe corinthiana, que jamais se abatia ou desistia diante das adversidades.

O jogo-chave na campanha do título foi a nossa quarta partida, contra o America, em 6 de julho. A equipe carioca tinha 100% de aproveitamento, e caso nos vencesse, seria campeã com uma rodada de antecedência. Mesmo um empate seria um mau resultado para o Corinthians, já que o America manteria a liderança e dependeria apenas de si para levantar a taça na rodada seguinte. Mas vencemos: saímos na frente com gol de Baltazar, e nem mesmo o empate do America esfriou os ânimos dos jogadores alvinegros, já que Luizinho e Paulo marcaram para dar a vitória por 3x1 para o Corinthians, que assumiu a liderança do hexagonal a apenas uma rodada do final da competição.

O título estava em nossas mãos: em 10 de julho, contra o Benfica, o Corinthians precisava só de um ponto para levantar a taça – isso porque na véspera o America havia encerrado com empate a sua participação no torneio e chegou a sete pontos ganhos, igualando a pontuação corinthiana, e nenhuma das demais equipes poderia nos alcançar. Mas mesmo jogando pelo empate, vencemos por 2x1, e de virada, com dois gols de bola parada marcados por Cláudio, primeiro de pênalti e depois de falta – este, um gol de "curbita", expressão usada pelo goleiro do Benfica para explicar a curva que a bola fez no lance.

Assim, com uma ótima campanha (nove pontos ganhos dos dez disputados, com quatro vitórias e um empate em cinco jogos, marcando 12 gols e sofrendo apenas cinco), o Corinthians levou para casa o segundo troféu internacional de sua história.

Time-base: Gilmar; Homero e Olavo (Alan); Idário, Julião e Roberto (Goiano); Cláudio, Luizinho, Baltazar (Paulo), Moreno (Rafael) e Simão (Nelsinho). Técnico: Oswaldo Brandão.

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