quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Títulos – Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo de 1941

Campeão paulista de 1941, o Corinthians voltou a disputar naquele ano a Taça dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo, espécie de tira-teima entre os vencedores dos estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro para se decidir qual era o melhor time do Brasil, já que as duas cidades eram na época consideradas os maiores centros futebolísticos do país.

Embora o Paulista de 1941 tenha sido o 12º conquistado pelo Corinthians, essa foi apenas a terceira vez que o clube participou da disputa da Taça dos Campeões Estaduais, já que em quase todas as ocasiões em que vencíamos o estadual, o confronto contra o campeão carioca acabava não se realizando: em 1930, vencemos o Vasco da Gama; já em 1931, fomos derrotados pelo Botafogo (sem contar as edições de 1922 e 1928, que disputamos, nas quais não foi definido um vencedor). Dez anos após nossa participação anterior, voltamos a ter uma oportunidade de levantar a taça de "campeão dos campeões", dessa vez contra o Fluminense, campeão estadual pela 14ª vez após o título carioca de 1941.

Em 23 de dezembro daquele mesmo ano, os campeões estaduais se enfrentaram em um jogo único disputado na Pacaembu. E o que se seguiu foi histórico: após 18 minutos, o Fluminense vencia por 2x0, mas o Corinthians iniciou uma reação impressionante. Ao final do primeiro tempo, a partida já estava empatada, com gols de Teleco e Milani; na segunda etapa, Teleco fez mais dois e Jesus fechou a contagem. Assim, com uma goleada de virada por 5x2, conquistamos esse troféu pela segunda vez.

Seria a última participação do Corinthians na Taça dos Campeões Estaduais. Naquele mesmo ano, entraríamos em um jejum de 10 anos sem vencer o estadual – logo, não conseguíamos nos credenciar à disputa. Já nos anos 50, quando voltamos a conquistar o Campeonato Paulista, o Torneio Rio-São Paulo já havia entrado em sua era regular, e isso acabou enfraquecendo o interesse na disputa da Taça dos Campeões Estaduais, que acabou extinta – embora na década de 1980 tenha ocorrido uma tentativa mal-sucedida de ressuscitar a competição, o que durou apenas dois anos.

Time-base: Joel; Agostinho e Chico Preto; Pellicciari, Brandão e Dino; Jesus, Milani, Teleco, Caio e Carlinhos. Técnico: Armando Del Debbio.

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