terça-feira, 24 de julho de 2018

Títulos – Campeonato Paulista de 2018

Em 2018, o Corinthians buscou um bicampeonato estadual que não conquistava há 35 anos, desde os títulos paulistas da Democracia Corinthiana em 1982 e 1983. Buscou... e alcançou.

Embora fosse o atual campeão paulista e brasileiro, o Corinthians, como de costume, não era visto como favorito ao título pelos "especialistas" em futebol, já que havíamos perdido alguns dos principais nomes da nossa equipe na temporada anterior, como Jô, Pablo e Guilherme Arana. Melhor assim. Desacreditado por muitos, o time de Fábio Carille foi comendo pelas beiradas e chegou a sua terceira conquista em apenas um ano e meio.

O regulamento do campeonato era idêntico ao do ano anterior: na primeira fase, os grupos eram quatro, com cada equipe enfrentando apenas os times dos demais grupos, já que não eram realizados jogos entre adversários da mesma chave. Finalizada a primeira fase, os dois melhores de cada grupo avançariam para as quartas de final.

A estreia alvinegra foi contra a Ponte Preta, mas começamos com o pé esquerdo e fomos derrotados – nada que não pudesse ser consertado já nas próximas rodadas, quando enfileiramos quatro vitórias seguidas, incluindo uma goleada por 4x0 sobre o São Caetano e uma vitória apertada no clássico contra o São Paulo por 2x1.

A melhor partida do Corinthians na primeira fase foi, como havia acontecido também em todo o ano de 2017, o derby contra o Palmeiras. Nesse jogo, fomos muito superiores ao adversário, visto como amplo favorito, e vencemos por 2x0.

Uma marca interessante que foi alcançada nessa etapa da disputa pertence a Emerson Sheik. Recém-chegado de volta ao clube, foi nesse campeonato que ele se tornou o jogador mais velho a entrar em campo e a marcar um gol com a camisa corinthiana.

E foi sem muita dificuldade que garantimos a primeira colocação do Grupo A e a segunda melhor campanha geral, atrás apenas do badaladíssimo Palmeiras.

Nas quartas de final enfrentaríamos o Bragantino. Houve quem achasse que o confronto seria fácil, mas foi um Deus nos acuda, já que corremos risco real de eliminação. Na partida de ida, perdemos por 3x2 – e poderia ser pior, já que Pedrinho fez um golaço inesperado já aos 42 do segundo tempo que nos trouxe de volta à disputa quando vínhamos sendo derrotados por dois gols de diferença. Na volta, em casa, reencontramos nosso bom futebol e vencemos por 2x0, resultado que garantiu a classificação.

Na semifinal, o adversário seria o São Paulo. Nessa etapa, a história das quartas se repetiu: perdemos fora de casa por 1x0, sendo novamente necessário reverter o placar adverso. Mas no jogo de volta, avançamos com requintes de crueldade para os torcedores são-paulinos e quase matando os corinthianos do coração: até os 47 minutos do segundo tempo, o empate em 0x0 persistia e estávamos eliminados em plena Arena. Mas Rodriguinho, que jogava no sacrifício, subiu de cabeça após cobrança de escanteio para marcar o 1x0 que levava a decisão para os pênaltis. E aí foi um show à parte: Cássio pegou duas penalidades e, por 5x4, vencemos pela oitava vez nos últimos oito mata-matas contra o rival, que completou 18 anos sem nos derrotar em um confronto decisivo. Uma curiosidade: em todas as outras sete oportunidades, acabamos campeões. Dessa vez poderia ser diferente?

Após 19 anos, disputaríamos uma final contra o Palmeiras, e o que se viu foi um dos capítulos mais inflamados da centenária rivalidade entre as duas equipes. Na ida, seguiu-se o roteiro das demais etapas do mata-mata: jogamos mal e fomos derrotados, por 1x0. O problema é que dessa vez a derrota foi em casa, já que o adversário, por ter realizado melhor campanha que a nossa, tinha a vantagem de definir o confronto em seu estádio. Para muitos, o resultado definiu a história do campeonato e fatalmente seríamos vice.

Foi a hora de convocar a Fiel Torcida para um treino aberto no sábado, véspera do jogo. O Palmeiras tentou nos imitar e, além de também marcar um treino aberto, o fez no mesmo dia e horário. A diretoria corinthiana acabou cedendo e mudou nosso treino para sexta à noite, mas mesmo em data e horário menos favoráveis, levamos 37 mil pessoas para a nossa Arena, 6 mil a mais que o rival levaria no sábado. A final começou a ser vencida nesse dia.

Na grande decisão, no Allianz Parque, em 8 de abril, já vencíamos por 1x0 com um minuto e meio de partida, novamente com um gol de Rodriguinho. E o jogo tenso explodiu no segundo tempo, quando o árbitro marcou um pênalti inexistente a favor do Palmeiras e, após sete minutos de paralisação, voltou atrás em sua decisão. Houve acusação de interferência externa e muita polêmica, mas a decisão do árbitro persistiu, assim como a vitória corinthiana por 1x0, e pela primeira vez em nossa história precisamos decidir um estadual dos pênaltis. E Cássio foi novamente um gigante. Logo na primeira cobrança, defendeu o chute de Dudu. Danilo, Victor Luis e Romero converteram e fizeram Corinthians 2x1, até que Cássio pegou mais um, agora de Lucas Lima. Lucca e Marcos Rocha marcaram na sequência, e com a vantagem em 3x2, bastava que Fagner marcasse para garantir a taça. Mas o lateral perdeu a sua cobrança, mantendo o Palmeiras vivo na disputa. Moisés empatou a série em 3x3, e foi com maestria que Maycon bateu o pênalti decisivo, garantindo o 4x3 e a 29ª conquista corinthiana na história do Paulistão, terceiro título seguido em decisões contra o rival (sendo os outros dois os Paulistas de 1995 e de 1999).

Porém, a comemoração do título acabou ficando em segundo plano devido à polêmica envolvendo a arbitragem. O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, chegou a dar uma declaração patética após a partida afirmando que o campeonato estava manchado, e o clube alviverde, de modo ainda mais patético, pediu a impugnação da partida. Imagens das câmeras do estádio foram utilizadas para tentar provar interferência externa, mas a Federação Paulista concluiu que as imagens apresentadas não provavam nada e resolveu arquivar o inquérito. Ou seja: de nada adiantou o chororô. A torcida palmeirense chora até hoje. Já a corinthiana apenas comemora.

Para a seleção do campeonato, dominada por nomes da equipe vice-campeã, Balbuena e Rodriguinho foram os únicos corinthianos eleitos.


Time-base: Cássio; Fagner (Mantuan), Balbuena (Pedro Henrique), Henrique e Sidcley (Juninho Capixaba); Ralf (Gabriel) e Maycon (Renê Júnior) (Camacho); Romero (Pedrinho) (Marquinhos Gabriel), Jadson (Emerson Sheik), Rodriguinho (Danilo) (Júnior Dutra) e Mateus Vital (Clayson) (Lucca). Técnico: Fábio Carille.

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