sexta-feira, 17 de maio de 2019

Taças – Taça dos Invictos (1957)

O Corinthians demorou quase duas décadas para levantar pela primeira vez a Taça dos Invictos, oferecida pelo jornal A Gazeta Esportiva à equipe que batesse a marca vigente de invencibilidade em partidas do Campeonato Paulista: colocada em disputa em 1939, foi só em 1956 que a conquistamos pela primeira vez. No entanto, parece que o time rapidamente tomou gosto por essa conquista, pois no ano seguinte iniciaria nova série invicta e levaria o troféu para o Parque São Jorge outra vez, dessa vez em definitivo, já que seu regulamento previa que a equipe que a conquistasse duas vezes ficaria com ela para sempre. Detalhe: dessa vez não era necessário superar a marca anterior, bastando igualar a sequência corinthiana de 25 jogos sem perder alcançada em 1956.

Assim como havia acontecido no ano anterior, o Corinthians ficou praticamente todo o segundo semestre de 1957 sem ser derrotado no Campeonato Paulista, considerando tanto o Torneio de Classificação como o campeonato em si. A última derrota pelo estadual havia sido exatamente a última partida do Paulista de 1956: 2x1 contra o Santos em 29 de dezembro. Assim, a primeira partida do torneio de 1957, empate em 2x2 contra o Taubaté em 16 de junho, abriu a série invicta que apresentaria grandes resultados, como 7x1 sobre a Ferroviária, 5x0 contra o Linense e duas lavadas em cima do Botafogo de Ribeirão Preto, por 5x1 e 4x0. Mas a partida mais emocionante foi exatamente a 25ª da série invicta: um 3x3 contra o Santos de Pelé no Pacaembu em 3 de novembro. Nesse dia, Boquita fez o primeiro para o Corinthians, o Santos virou e Goiano empatou novamente, mas o Santos fez o terceiro. A taça já parecia escapar das nossas mãos, quando aos 44 minutos do segundo tempo o centroavante Paulo, que naquele dia jogava improvisado de lateral-direito, marcou o gol de empate em um chute de longa distância que enganou o goleiro adversário e entrou no cantinho do gol. O 3x3, diz a lenda, fez o menino Pelé chorar, tamanha era a vontade dos adversários de tirar a taça das nossas mãos. E por ser a segunda conquista alvinegra, a Taça dos Invictos foi conquistada de forma definitiva, encontrando-se até os dias de hoje na Sala de Troféus do Parque São Jorge.

Foram 17 vitórias e oito empates ao longo da campanha. Ainda chegaríamos a 35 partidas sem perder no estadual, com mais oito vitórias e dois empates.

Valorizada a ponto de ser comemorada como um verdadeiro título, essa Taça dos Invictos teve grande relevância também por ter sido a última conquista daquela que até hoje é considerada a mais importante geração da história corinthiana.

Time-base: Gylmar; Olavo e Cássio (Alfredo Ramos); Idário, Walmir e Oreco (Goiano) (Benedito); Cláudio (Zé Carlos), Luizinho, Índio, Rafael (Paulo) e Boquita (Zague) (Beni). Técnico: Oswaldo Brandão.

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