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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Pós-jogo: Corinthians 1x0 Chelsea-ENG

Em uma noite inesquecível (ou manhã, para a maioria dos corinthianos que ficaram no Brasil), o Corinthians bateu o Chelsea por 1x0 em Yokohama e se sagrou bicampeão do mundo, com todos os méritos. Guerrero foi o herói da partida ao marcar o gol da vitória, mas devem ser destacadas as atuações de todos os jogadores, verdadeiros guerreiros ao longo dos 90 minutos.

Foi um jogaço. Desde os primeiros lances o Timão partiu pra cima, jogando de igual pra igual. Nada de complexo de vira-latas! O Coringão deixou bem claro que não adotaria a postura covarde utilizada pelas demais equipes brasileiras contra os europeus no Mundial, que consiste em se colocar como um time pequeno e inferior, jogando fechado à espera de um milagre. Com o Corinthians, jamais! Deu orgulho demais ver o Corinthians mostrar ao mundo que ninguém é campeão invicto da Libertadores à toa.

O Chelsea teve algumas chances claríssimas de gol, é verdade, e só não marcou porque o Cássio estava em uma noite iluminada e fechou a meta corinthiana. Porém, taticamente, o Timão engoliu os campeões europeus. Eles tiveram um pouco mais posse de bola do que a gente (54 a 46%), mas não conseguiam fazer nada com ela, pois o Corinthians avançou a marcação. Era só os ingleses pegarem na bola que a gente abafava e desarmava. O jeito para eles era apostar nos lançamentos para Fernando Torres, que realmente levaram um certo perigo. Mas a gente tinha Cássio. O camisa 12 corinthiano operou verdadeiros milagres, incluindo diversos chutes à queima roupa, e fez uma linda defesa de mão trocada em um chute de Moses. Não tinha jeito. O jogo era nosso.

As chances ofensivas do Timão foram se tornando cada vez mais frequentes, e tamanho domínio corinthiano não poderia passar em branco. Aos 24 do segundo tempo, em uma ligeira troca de passes, Jorge Henrique ajeitou de cabeça pra Paulinho, que levou a marcação consigo e rolou a bola para Danilo; ele bateu pro gol, mas a bola espirrou na defesa, sobrando na cabeça de Guerrero, que fez o gol do título.

Depois foi só segurar o resultado, não sem antes tomar mais diversos sufocos. O Chelsea inclusive chegou a marcar um gol, mas Torres estava impedido, e os milhares de Corinthianos que atravessaram o mundo para acompanhar o time do coração foram recompensados com mais uma taça, levantada pelo capitão Alessandro com os olhos cheios de lágrimas.

Além do título, o Corinthians recebeu diversos prêmios individuais: Cássio foi eleito o melhor jogador em campo na final, levando pra casa um carro da Toyota como prêmio, e também recebeu a Bola de Ouro como o melhor jogador do Mundial; Guerrero, autor dos dois gols corinthianos no torneio, recebeu a Bola de Bronze; e Tite foi escolhido como o melhor técnico da competição. Fora isso, ao longo de todo o ano de 2013 o Corinthians terá a honra de estampar sua camisa com um distintivo especial da FIFA reservado à atual equipe campeã do mundo.

Veja o gol do título no vídeo:

 

sábado, 15 de dezembro de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Chelsea-ENG

Fiel Torcida, falta apenas um dia para a partida pela qual a gente está esperando desde 4 de julho, o tal do Corinthians x Chelsea de que tanto se fala. Na verdade, há quem espere essa partida desde bem antes, o dia 19 de maio, quando a equipe inglesa venceu a Champions League, e nós ainda estávamos nas quartas de final da Libertadores contra o Vasco...

Quanto maior a importância da partida, mais difícil é escrever algo a respeito, pois o nervosismo toma conta da gente. O que dá pra dizer todo mundo já sabe: o Chelsea atropelou o Monterrey na semifinal, jogando umas 200 vezes melhor do que a gente, e tá botando pânico geral. Havia quem dissesse que os ingleses não eram de nada, mas depois de quinta-feira o discurso mudou. Os caras são bons, MUITO BONS, e temos que admitir: são os favoritos. A gente pode ser campeão, mas não vai ser nada fácil.

Eu poderia argumentar apelando pra história dos Mundiais da FIFA de 2005 e 2006. Em ambas as edições, os times brasileiros (São Paulo e Internacional, respectivamente) tiveram um desempenho pífio na semifinal contra adversários ridículos (3x2 no Al Ittihad, da Arábia Saudita, e 2x1 no Al Ahly, do Egito, respectivamente) e viram as equipes europeias (Liverpool e Barcelona, respectivamente) aplicarem goleadas implacáveis em seus adversários (3x0 no Deportivo Saprissa, da Costa Rica, e 4x0 no América, do México, respectivamente). Cheios de marra, os europeus foram pra final achando que iam atropelar, e todo mundo sabe o que aconteceu: título brasileiro. Será que a história vai se repetir?

Prefiro argumentar recorrendo à história do próprio Corinthians, que é o que nos interessa. Uma equipe que jamais decepciona o torcedor, especialmente quando tem a massa ao seu lado. Foi assim em 1976, na invasão do Maracanã; em 1990, pintando o Morumbi de preto e branco; em 2000, invadindo o Maracanã outra vez; na Libertadores deste ano, calando 50 mil bocas na Bombonera; e em diversas outras ocasiões ao longo desses 102 anos. Assim é o Corinthians: quando a massa toma conta, não tem pra ninguém.

Temos motivos de sobra pra acreditar sim na conquista desse Mundial, afinal, os estádios japoneses já viraram filiais do Pacaembu. Mas quero pensar diferente. Quero pensar que nada vai mudar, com título ou sem título. Não que a conquista não seja importante, é claro que é, mas desde quando algo muda pra nós com algum título? Alguma coisa mudou com a conquista da Libertadores? Seu sentimento mudou? Sua paixão pelo time aumentou? Seu interesse cresceu? Espero que não. Pra mim, pelo menos, não mudou nada.

É por isso que quero aproveitar esse espaço não pra almejar o título mundial ou fazer projeções sobre a partida, e sim pra destacar o sentimento corinthiano – o que, na boa, é muito maior do que qualquer taça. Se pudermos ganhar, maravilha. Comemore como um louco, afinal, é o que somos, e não é todo dia que se conquista o mundo. Mas, se tivermos que perder (sai, zica!), certamente será como homens, então, cabeça erguida.

Independentemente do resultado, AQUI É CORINTHIANS. O resto é detalhe. Até mesmo título mundial.
       

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Pós-jogo: Corinthians 1x0 Al Ahly-EGY

Fiel Torcida, estamos na final!

Evitamos uma mazembada, apesar de termos jogado MAL PRA CARAMBA, e vencemos o Al Ahly por 1x0, o que bastou pra nos levar à decisão da Copa do Mundo de Clubes da FIFA contra Chelsea ou Monterrey (o adversário será definido amanhã).

Nossa exibição, convenhamos, foi péssima. Só dá pra ressaltar o lindíssimo toque do Douglas pro Guerrero no lance do gol e a estrela do atacante peruano, que por pouco não ficou de fora do Mundial e hoje marcou o gol da vitória. De resto, só críticas.

Como já esperado, o Corinthians começou pressionando e marcando a saída de bola do time egípcio. Só que o nervosismo de todos os jogadores corinthianos ficou evidente desde os primeiros lances. Nada dava certo, a criação estava deficiente, a zaga rebatia mal (o Chicão chegou ao absurdo de "ajeitar" a bola pro atacante adversário bater de frente pro gol) e quem mais deveria aparecer (leia-se Paulinho e Emerson) tava sumido em campo. A conclusão é uma só: a gente só não perdeu por que o time deles é ruim pra caramba. E mesmo sendo ruim, conseguiu dominar o jogo no segundo tempo, tendo mais posse de bola e até chegando a gol com mais perigo – ou você também não gelou no lance em que o Cássio saiu e o atacante deles chutou na rede pelo lado de fora?

É INACEITÁVEL que um time que esteja ganhando só de 1x0 se comporte de forma tão passiva. Parecia que o jogo já estava ganho e que o time estava poupando energia pra final, só que ainda faltavam 60 minutos pro jogo acabar! Tá certo que é tradição os clubes brasileiros estrearem mal no torneio e tomarem sustos (quem não se lembra do São Paulo contra o Al Ittihad em 2005 e do Internacional contra o próprio Al Ahly em 2006, sem falar de Inter x Mazembe em 2010?), mas o Corinthians passou de qualquer limite.

Se jogarmos assim no domingo, é vice na certa – independentemente de enfrentarmos Chelsea ou Monterrey. O que nos resta é torcer pra que toda a equipe reflita sobre o desempenho horroroso de hoje e faça questão de jogar como campeões no domingo. Quem sabe a gente engrena bem na hora H e traz essa taça?

Veja o gol no vídeo:

         

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Al Ahly-EGY

Amanhã, dia 12 de dezembro, o Corinthians finalmente entrará em campo no Mundial de clubes da FIFA. A ansiedade que nos acompanha desde o dia 4 de julho vai embora às 8:30, na estreia do Timão no Japão, contra o Al Ahly, do Egito. Em compensação, a emoção não para de crescer, então escrever qualquer coisa aqui vai ser bastante complicado.

Quem assistiu à partida entre o Al Ahly e o Sanfrecce Hiroshima viu que nosso adversário, TEORICAMENTE, não é dos mais assustadores. Destaco o "teoricamente" porque Tolimas, Mazembes e Asas de Arapiraca existem.

Independentemente disso, o Al Ahly merece sim o nosso respeito, e todo cuidado com eles é benvindo. Ainda que o futebol africano não se compare ao sul-americano ou ao europeu nem em tradição e nem em qualidade, a equipe egípcia é a maior força do continente – já venceram a Liga dos Campeões da CAF 7 vezes e disputam o Mundial da FIFA pela 4º vez (ficaram em 3º lugar em 2006 e em 6º lugar em 2005 e 2008). Além disso, jogam com a motivação de honrar os mortos da Tragédia de Port Said (pra quem não se lembra, em fevereiro desse ano jogadores e torcedores do Al Ahly foram atacados pela torcida do Al Masry em uma partida do campeonato local, com um saldo de 73 mortos e mil feridos). Conclusão: eles possuem experiência e motivação. Mas, mesmo assim, se a gente perder pra eles vai ser zebra? VAI.

O fato é que o Corinthians é infinitamente superior em todos os quesitos. Nem sempre o melhor vence, mas sabemos da qualidade de nossa equipe e do que somos capazes nos momentos decisivos. Experências também temos de sobra, motivação nunca nos faltou e a chance de ser bi no Japão e finalmente conquistar um Mundial sem a incômoda condição de representante do país sede não tem preço.

Temos tudo pra conseguir.