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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pós-jogo: Corinthians 1x1 Boca Juniors-ARG

Libertadores 2013 – Oitavas de final: segundo jogo

É sempre difícil escrever alguma coisa após uma eliminação, principalmente quando a frustração pela derrota se junta à certeza de que tudo poderia ter sido completamente diferente. Ontem, a vaga para as quartas de final da Libertadores escapou de nossas mãos em uma noite que parecia que nada daria certo, não importando o quanto tentássemos.

Eu não estou falando só da arbitragem. Sim, ela foi vergonhosa, mas se nos incomoda qualquer insinuação sobre apito amigo quando vencemos, não podemos considerar justo botar a derrota só na conta do juiz.

Vamos aos fatos: o Corinthians jogou muito mal na Bombonera 15 dias atrás. Nervoso, foi encurralado pelo Boca, e um gol dos hermanos, ainda que em uma falha coletiva de nossa defesa, foi mais do que justo. Ontem, no Paca lotado e precisando de pelo menos 2 gols, a iniciativa foi nossa. A aplicação que faltou na partida de ida sobrou ontem – mas faltou tranqulidade, faltou dominar realmente a partida. Acima de tudo, faltou usar a cabeça. O Boca sabia do que precisava, e fez seu jogo com maestria, segurando o Corinthians e esperando o tempo passar.

Pra piorar, quando a jogada saía, o juizão fazia das suas: um pênalti absurdo a nosso favor não marcado (jogar vôlei na área pode, Arnaldo?) e um gol legítimo de Romarinho anulado, ainda aos 23 minutos – lances que, se marcados, poderiam mudar a história do jogo. Logo em seguida, a genialidade de Riquelme, em um lance que nunca saberemos se ele tentou cruzar ou bater direto, coloca a bola dentro do gol de Cássio (que mais uma vez estava mal posicionado) e abre o placar. Aí ficou difícil: precisaríamos de 3 gols.

Mas esses gols não sairiam se a forma de atuar não fosse modificada. Fomos pro intervalo com a derrota na bagagem e Tite até trocou Alessandro e Romarinho por Edenílson e Pato, mas não adiantou. O gol de Paulinho logo aos 4 minutos da segunda etapa deu esperança à torcida, e talvez tivéssemos conseguido a vaga se o juiz não tivesse anulado outro gol corinthiano, também de Paulinho.

Ainda teve tempo pro Boca perder um gol feito e de Pato tropeçar em si mesmo com a o gol aberto, mas o fato é que não houve o que fazer e o Boca está nas quartas de final da competição, merecidamente. Verdade seja dita: nos acostumamos com times argentinos violentos e catimbeiros, que nos eliminavam no jogo sujo. Ontem o Boca teve uma postura admirável, nos eliminando na bola. A equipe argentina merece elogios.

Mas quem merece elogios mesmo é a a Fiel Torcida. Pra variar, não parou de cantar e de apoiar nem um minuto, e as palmas ao final da partida foram emocionantes.

Pra finalizar, não podemos nos esquecer que, embora o objetivo maior na temporada já faça parte do passado, ainda temos pra disputar a final do Paulista neste domingo, o Brasileirão, que começa semana que vem, a Copa do Brasil e a Recopa. Não é conformismo, é fato: não ganhamos a taça mais importante, mas temos qualidade pra ganhar TODAS as outras 4 que disputaremos. Pra quem acha que 2013 já azedou pro Corinthians, espere pra ver.

Veja os gols e todos os lances polêmicos no vídeo:

 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pós-jogo: Boca Juniors-ARG 1x0 Corinthians

Libertadores 2013 – Oitavas de final: primeiro jogo

Desde que Tite assumiu o comando do Corinthians, no final de 2010, a gente se acostumou a ver em campo uma equipe que, embora nem sempre apresente um excelente futebol, costuma dominar a partida, mandar no jogo, e raramente deixa de pressionar o adversário. Ontem, na derrota para o Boca Juniors em Buenos Aires, o que mais chamou a atenção do torcedor corinthiano não foi o resultado – é absolutamente normal perder de 1x0 fora de casa pra um adversário tão tradicional – mas a postura do nosso time. Não agredimos, não pressionamos, e tamanha falta de iniciativa custou caro: em um lance bobo, aos 13 do segundo tempo, sofremos o gol que pode nos custar a classificação para a próxima fase.

Sendo bastante prático, é claro que 1x0 é um resultado completamente possível de se reverter, basta que o time jogue da forma que está acostumado. Mas em um torneio em que gols fora são o critério de desempate, 1x0 se torna um resultado dos mais traiçoeiros – quem se lembra de Corinthians x Flamengo pelas oitavas da Libertadores de 2010 sabe do que eu estou falando.

De qualquer modo, domingo tem clássico com o São Paulo valendo vaga pra final do Paulistão, e a volta de Corinthians x Boca é só no dia 15. Até lá, é torcer pra que os problemas enfrentados na noite de ontem sejam resolvidos e a gente possa buscar essa vaga para as quartas da Liberta.

Veja o gol no vídeo:

     

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pós-jogo: Corinthians 3x0 San José-BOL

Libertadores 2013 – Fase de grupos: 6ª rodada

Já classificado para as oitavas de final, o Timão enfrentou ontem à noite o San José, no Pacaembu, tendo em mente duas preocupações: garantir a primeira posição de seu grupo e alcançar a melhor colocação geral possível. A primeira tarefa até que era tranquila: bastava não permitir que o Tijuana, com o mesmo número de pontos que a gente e dois gols a menos de saldo, tirasse essa diferença dentro do grupo 5. Já a segunda era um pouco mais complicada: com o primeiro lugar geral já garantido para o Atlético-MG, a ordem era golear, para tomar a segunda posição geral do Vélez e diminuir a chance de sermos ultrapassados pelos times que ainda terão jogos para cumprir na fase de grupos.

O jogo mesmo foi um passeio, um verdadeiro bombardeio corinthiano. Criando chances atrás de chances, Romarinho abriu o placar logo no início e fomos para o intervalo com uma infinidade de gols perdidos e até um pênalti não marcado a nosso favor. No segundo tempo, Guerrero ampliou e tínhamos certeza de que, mesmo que parássemos por ali, garantiríamos a primeira posição do grupo, pois o Tijuana dificilmente tiraria a diferença do saldo. Assim, era o momento de partirmos para o segundo objetivo: melhorar a classificação geral, o que se resolveria fazendo o terceiro golzinho. O bombardeio foi intenso, mas o gol não saía. Mas quem disse que o Timão iria desistir? No último lance do jogo, faltando 15 segundos para o apito final, uma ligeira troca de passes deixou Edenílson na cara do gol para marcar e garantir a segunda posição geral ao Corinthians.

Apresentação de gala – e agora é aguardar nosso adversário nas oitavas. Jogando nesse nível, o otimismo é inevitável.

Veja os gols no vídeo:

      

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Pós-jogo: Millonarios-COL 0x1 Corinthians

Libertadores 2013 – Fase de grupos: 5ª rodada

Muitas vezes usei este espaço para dizer que a atuação do Corinthians, ou de algum jogador em especial, não foi boa. É normal: ninguém vai conseguir jogar bem o tempo todo. Mas confesso: não me lembro, em tempos recentes, de ter visto uma exibição tão ruim do Corinthians como a de ontem, em Bogotá, contra o Millonarios. 

Não jogamos absolutamente nada – fomos dominados durante todo o 1º tempo e por boa parte do 2º. Praticamente assistimos a equipe colombiana jogar, não conseguíamos trocar meia dúzia de passes sem sermos desarmados, e chegamos a ter míseros 33% de posse de bola! Pra piorar, Cássio estava em uma das suas piores noites, e deve ter matado muito corinthiano do coração – aliás, o goleirão precisa urgentemente rever as suas saídas do gol, desastrosas, que chegaram ao cúmulo de me fazerem sentir saudades do Júlio César. 

Após tomarmos muita pressão na primeira etapa, o bendito intervalo chegou e permitiu que Tite desse uma chacoalhada na equipe. Não que a gente tenha feito um segundo tempo primoroso, mas pelo menos as coisas se equilibraram um pouco. Paramos de tomar tanto sufoco e conseguimos, pelo menos, tocar na bola, até que Danilo, já craque em resolver jogos complicados para a gente, botou a bola no fundo da rede adversária e nos deu a tranquilidade para trazer não só a vitória para casa, mas também a classificação antecipada para as oitavas de final da competição e a momentânea primeira posição no grupo (o Tijuana, equipe com a qual disputamos a liderança, empatou ontem com o San José, e o saldo de gols nos coloca acima dos mexicanos na classificação).

Além de cornetar, a gente também sabe elogiar: toda a pressão que a gente tomou não se transformou em gols do Millonarios não apenas por ruindade do adversário, mas também por causa da excelente defesa corinthiana. Paulo André domina o setor com a tranquilidade e a liderança de sempre, e Gil já provou que tem vocação pra ser mais um monstro na nossa zaga. Com a proteção dos laterais (tanto Fábio Santos pela esquerda como Alessandro e Edenílson na direita) e do cão de guarda Ralf, além do incansável Jorge Henrique, nem mesmo o péssimo dia de Cássio permitiu que nosso time fosse vazado. 

Mais: pra ser campeão não precisa jogar bem. Precisa vencer. Ontem, mais uma vez o Corinthians soube contornar as dificuldades, transformando um jogo difícil em uma nova vitória.

Veja o gol no vídeo:


quinta-feira, 14 de março de 2013

Pós-jogo: Corinthians 3x0 Tijuana-MEX

Libertadores 2013 – Fase de grupos: 4ª rodada

Voltando a contar com o apoio de sua torcida, o Corinthians massacrou sem dó o Tijuana, do México, por 3x0 (fora o baile).

A exibição corinthiana foi perfeita. Com a energia ao máximo no Pacaembu cheio e jogando na pilha pra dar o troco da partida anterior (em que tivemos que encarar violência, grama sintética, viagem longa e gol irregular), o time se comportou de forma brilhante. Fez um primeiro tempo impecável, abrindo 2x0 com gols de Pato – que se machucou e teve que ser substituído – e Guerrero, artilheiro do time na temporada, e deu uma aula de futebol, com Alessandro e Renato Augusto bastante inspirados.

No segundo tempo o ritmo foi menos intenso, mas igualmente eficaz. Guerrero fez mais um, mal anulado pelo juiz (o impedimento não existiu), e Paulinho fez o terceiro. Na sequência, ainda deu tempo de iniciar diversas trocas de passes a la Barcelona, gritar olé e ver um lance genial de Romarinho, que deu dois dribles desconcertantes e quase fez um golaço.

Com missão cumprida e alma lavada, o Corinthians chegou a 7 pontos no grupo 5, atrás do próprio Tijuana, que tem 9, e espera a partida de hoje entre San José e Millionarios para conhecer sua situação no grupo após 4 rodadas.

Veja os gols no vídeo:

         

quinta-feira, 7 de março de 2013

Pós-jogo: Tijuana-MEX 1x0 Corinthians

Libertadores 2013 – Fase de grupos: 3ª rodada

Este foi o compromisso do Corinthians na noite de ontem: encarar 17 horas de viagem pra jogar na horrorosa grama sintética contra um time que só dá porrada, e perder de 1x0 com um gol impedido.

Pior é saber que fizemos 2, também impedidos – mas esses o juiz anulou. Ou que a chance de igualar o recorde histórico de invencibilidade na Libertadores foi por água abaixo, já que paramos em 16 partidas, contra 17 do Sporting Cristal.

Mas não dá só pra culpar a distância, a arbitragem ou a violência do time mexicano. Ainda que o ambiente não fosse dos mais favoráveis, o time tinha a obrigação de jogar como campeões do mundo – afinal, quem encara Boca na Bombonera não pode ser sufocado pelo Tijuana. É fato: jogamos mal. Cásssio perdido no lance do gol, Danilo sumido em campo, Paulinho rendendo 10% do que sabe jogar, enfim, tá complicado. Mas o momento para falhas é esse. No ano passado foi a mesma coisa, e a gente sabe que é melhor errar agora e crescer no momento decisivo.

Veja o gol no vídeo:

                     

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pós-jogo: Corinthians 2x0 Millonarios-COL

Libertadores 2013 – Fase de grupos: 2ª rodada

Cumprindo a determinação da CONMEBOL, o Corinthians fez na noite de ontem sua primeira partida na Libertadores a portões fechados. Sem torcida (ou quase, já que 6 corinthianos conseguiram uma liminar para assistir o jogo no Pacaembu, e embora a diretoria do clube tenha tentado convencê-los a não entrar, 4 deles decidiram ficar), o time não teve dificuldades em despachar o Millionarios, da Colômbia, por 2x0.

Ver o Corinthians jogar tanta bola mesmo com o estádio vazio trouxe uma triste constatação: a torcida ajuda, mas também atrapalha. Faltou o apoio da Fiel, mas a falta de pressão fez maravilhas: nunca vi o time jogar tão solto, tão fácil. O Timão passeou em campo.

Sobre o jogo em si, há pouco a ser dito. Novamente abrimos o placar logo no início, mas dessa vez não havia o problema da altitude e nem a necessidade de poupar energia. O Timão foi pra cima desde os minutos inicias, enquanto o Millionarios, dominado durante todo o tempo, jamais ofereceu perigo. Guerrero no primeiro tempo e Pato no segundo marcaram, e o jogo acabou mesmo com vitória do Corinthians por 2x0.

Domingo teremos outro clássico pelo Paulista, contra o Santos, e em seguida nova viagem, de 14 horas, até Tijuana, no México, para a nossa 3ª partida na Libertadores – partida essa que pode trazer o recorde de invencibilidade na história do torneio. Já são 16 jogos sem perder, e o máximo já alcançado foram 17 partidas, feito atingido pelo Sporting Cristal, do Peru, ainda nos anos 60.

Veja os gols no vídeo:

                 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Pós-jogo: San José-BOL 1x1 Corinthians

Libertadores 2013 – Fase de grupos: 1ª rodada

Perguntado antes da partida se um empate seria um bom resultado, o técnico Tite respondeu que isso "dependeria das circunstâncias". Ontem, por mais que o San José da Bolívia tenha se mostrado um time de péssima qualidade, dá pra afirmar que trazer um pontinho pra casa após o empate de 1x1 foi sim um bom resultado para o Corinthians.

Estreia é sempre tensa. Por mais que o trauma da Libertadores tenha sido superado com o título na temporada passada, o nervosismo sempre dá as caras na primeira partida de um campeonato, seja ele Mundial ou Paulistão. Além disso, a estreia foi fora de casa, e jogar na bizarra altitude de 3.700m da cidade de Oruro chega a ser crueldade.

Ontem, quase marcamos logo aos 10 segundos de jogo, Guerrero abriu o placar aos 6 minutos e o time puxou o freio de mão, pra "poupar gás". Assim, começamos a tomar pressão, e em mais um vacilo da nossa zaga (o terceiro nos últimos dois jogos) os bolivianos empataram. Aí, nem Renato Augusto e Alexandre Pato, que vieram descansados do banco, conseguiram o segundo gol, ainda que o primeiro tenha entrado muito bem no segundo tempo. E logo os dois times peceberam que o empate não era mau negócio pra ninguém.

Com o resultado, o Timão está a dois jogos de bater o recorde histórico de invencibilidade no torneio. Já são 17 partidas desde a última derrota, contra o Tolima, em 2011: as 16 da campanha do título no ano passado e a de ontem. Vamos torcer para que mais esta marca seja atingida.

A nota lamentável da partida é a morte de um garoto de 14 anos, torcedor do time boliviano, que foi atingido no olho por um sinalizador lançado por um torcedor corinthiano. Além do fato, obviamente triste, há a possibilidade de punição ao Corinthians, que pode ir de perda do mando de campo até a exclusão do campeonato.

Veja os gols no vídeo: