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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Pós-jogo: Corinthians 2x0 Boca Juniors-ARG

Com o apoio de quase 40 mil fiéis no Pacaembu, o Corinthians venceu o Boca Juniors por 2x0 e (finalmente!) se sagrou campeão, e invicto, da Taça Libertadores da América. Destaque para Emerson, que além de fazer os 2 gols teve uma atuação perfeita, atuando com a raça de sempre e infernizando a defesa adversária (e se estranhando o jogo todo com o zagueiro Caruzzo, que teve até sua mão mordida pelo atacante corinthiano). 

Mas, como o próprio jogador afirmou, não teve herói do título. Nem ele, nem Danilo, que deu um lindo passe de calcanhar no primeiro gol, nem ninguém. O destaque é, e tem que ser, para o grupo. Para o coletivo.

A emoção é indescritível, e não há muito a se dizer. Todos viram o jogo, e sabem exatamente do que estamos falando. Só sei de uma coisa: o Corinthians só ia ganhar a Libertadores no dia de São Nunca? Feliz dia de São Nunca, Fiel!

Veja os gols no vídeo:



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Boca Juniors-ARG

Já é a terceira vez, em quase 102 anos, que esperamos pelo "jogo mais importante da história do Corinthians".

Em 1977, num jejum que já durava 23 anos, voltar a ser campeão era a palavra de ordem. A final do Paulista contra a Ponte Preta, no dia 13 de outubro de 1977, era encarada como o maior jogo do clube até então, nos seus 67 anos de história.

O mesmo aconteceu em 1990, quando as piadinhas de "time regional" incomodavam qualquer corinthiano, que até aquele momento não sabia o que era comemorar um título nacional. A final do Brasileiro daquele ano, contra o São Paulo, no dia 16 de dezembro, trouxe de novo o peso de ser a "maior partida" nos 80 anos do clube.

Hoje estamos na liderança de conquistas em São Paulo (com 26 títulos paulistas), somos um dos maiores vencedores nacionais (com 8 títulos – 5 Brasileirões e 3 Copas do Brasil), e temos até um Mundial da FIFA, conquistado em 2000. O estádio tá ficando pronto, a torcida só cresce, mas a Libertadores não veio. Ainda.

Assim, esse 4 de julho de 2012 já é o novo dia do "jogo mais importante da história do Corinthians". Se perdermos, será a maior catástrofe dos nossos quase 102 anos, comparável apenas ao rebaixamento em 2007. Em compensação, caso o título venha, será simplesmente histórico.

A verdade é que a gente está SIM preparado. Já seguramos o Vasco, o "Trem bala da Colina", atual vice campeão brasileiro. Já passamos pelo "alçapão" da Vila Belmiro, contra o Santos, o atual campeão da Libertadores. Já seguramos o Boca no "inferno da Bombonera". Nosso time, além de invicto, sofreu apenas 4 gols em 13 jogos, e tem uma das melhores defesas de todos os tempos no torneio. Esse grupo é capaz de feitos incríveis. E pra coroar tudo isso, precisamos hoje de uma vitória simples em casa ou, na pior das hipóteses, arrancar um empate e decidir nos pênaltis.

Detalhe: "simples vitória" não quer dizer "vitória simples". "Simples vitória" significa uma vitória por qualquer placar, até mesmo um a zero, já que meio a zero não é possível. "Vitória simples", contra o Boca Juniors de um craque como Riquelme, simplesmente não existe.

O interessante é notar como o título parece próximo e distante ao mesmo tempo. Próximo porque jamais chegamos tão longe, porque nossa vantagem é boa, e porque sabemos que DÁ PRA VENCER. Distante porque o tempo teima em não passar, e porque o medo de uma derrota em casa se faz presente o tempo todo.

Como controlar os nervos sabendo que chegamos até aqui invictos, mas qualquer derrota hoje nos tiraria o título? E tendo a consciência de que, pasmem, é possível ser vice-campeão invicto, caso a disputa vá para os pênaltis e a gente perca?

Não dá pra ficar calmo nem pensando em vitória – seja ela nos pênaltis, na prorrogação ou no tempo regular, por 1x0 com gol nos acréscimos ou por 10x0. Não dá.

Dentro de algumas horas saberemos o resultado do "jogo mais importante da história do Corinthians". E que ele termine com a bandeira do nosso time no ponto mais alto da América.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Pós-jogo: Boca Juniors-ARG 1x1 Corinthians

Conforme havia acontecido em todas as partidas como visitante nessa Libertadores, mais uma vez o Corinthians trouxe na bagagem um ótimo resultado para tentar definir em casa, na semana que vem, o título inédito do torneio.

Muito se falou do "inferno da Bombonera" e da pressão da final que os jogadores do Corinthians iriam sentir. Mas a verdade é que, embora o Boca tenha realmente jogado melhor em grande parte da partida e toda a nação corinthiana estivesse com aquele friozinho na barriga pelo momento inédito, o Corinthians se comportou muito bem no jogo, com direito a catimba do Sheik, cera do Cássio e, claro, golaço de Romarinho, no primeiro toque dele na bola não só naquela partida, mas na vida dele em Libertadores.

Esperamos tanto tempo pelo nosso primeiro gol em finais de Libertadores e ele não poderia ter mais cara de Corinthians: saiu aos 40 do segundo tempo, empatando um jogo que se encaminhava para a nossa primeira derrota na competição, e calou na Bombonera 50 mil bocas conhecidas por não parar de apoiar o time um minuto sequer. Sim, após o gol, 2500 vozes corinthianas se sobrepuseram a 50 mil torcedores do Boca.

Mas ao contrário do que pensa boa parte dos torcedores corinthianos, não dá pra dizer DE JEITO NENHUM que o título já tá ganho. Além do peso da camisa azul e ouro e da tradição dos caras em Libertadores, o time deles é bem melhor do que dizem. Tem Riquelme, um cracaço. E jogam MUITO BEM fora de casa.

O título tá perto? Pode até ser. Mas, se der mole, eles tomam da gente. Nossa vantagem é realmente muito boa, e pode fazer a diferença no jogo do Pacaembu. Agora, "já ganhei" não, pelo amor de Deus! Vamos deixar pra comemorar na hora certa. O grito de campeão, que já está entalado há tantos anos, pode sair semana que vem.

Que assim seja.

Veja os gols no vídeo:


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pré-jogo: Boca Juniors-ARG x Corinthians

Na semana passada foi consenso geral que estávamos fazendo o jogo mais importante de nossa história. Mas sabíamos que, caso a gente avançasse pra final, o jogo de hoje seria mil vezes mais importante do que aquele.

Pois é. Avançamos, e o sentimento se confirma. Assim como se confirma a certeza de que, na semana que vem, no segundo jogo da final, a emoção será incomparável.

Nem dá pra escrever muita coisa, a ansiedade e a emoção tomam conta. A única coisa que sei é que podemos SIM fazer história.

Eu sei, é o Boca, que tá na décima final, buscando o hepta, o jogo é na Bombonera etc.

Só que tem gente que não entendeu uma coisa ainda: AQUI É CORINTHIANS.

Tem um monte de trouxa por aí torcendo pra argentino pela primeira vez na vida, dizendo que eles vão massacrar a gente na Bombonera, e querendo dar uma de Mãe Dinah. A eles, só deixo o meu muito obrigado, afinal a gente sabe muito bem que quanto mais desacreditado a gente é, mais longe a gente chega. Com tanta inveja dos "Anti", quem sabe não vem a taça?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Pós-jogo: Corinthians 1x1 Santos

A primeira parte do sonho corinthiano se realizou no Pacaembu na noite desta quarta-feira: o Corinthians, finalmente, está na final da Libertadores. Depois de tanta espera, de eliminações doloridas contra o Palmeiras e o Flamengo, traumáticas contra o River Plate e até uma vergonhosa contra o Tolima, vamos disputar a final do torneio mais importante das Américas.


A emoção é indescritível (e eu acho totalmente desnecessário tentar explicar, porque você, corinthiano, sabe bem do que eu tô falando). A vitória na Vila, o começo ruim na partida em casa, o gol de pura sorte do Neymar (que levaria a decisão para os pênaltis), o gol de pura categoria do Danilo, a condição de segurar o empate e o apito final foram os capítulos mais emocionantes da história do Timão. Mas, na boa, só por enquanto. Nas próximas duas semanas a emoção vai ser incomparável. A gente vai, finalmente, sentir o sabor de uma decisão da Libertadores. 


O adversário será um gigante: o Boca Juniors, em sua décima final. Os anti já tão falando que a taça é deles. Novidade... Disseram que a gente nem passava de fase, que o Emelec era o novo Tolima, que o Vasco parava a gente, que o Neymar ia esmagar, e tamo aí, na finalíssima. Eu quero mais é que sequem. Primeiro, porque tá dando certo. Segundo, porque a vitória fica com mais sabor ainda. E terceiro, porque o mimimi torna a grandeza do Corinthians ainda mais evidente.


Pra quem não se lembra, assim que foi definido que o Corinthians pegaria o Santos na semi, o lateral deles, Fucile, twitou uma receita de "gambas a la Santos", numa provocação ao Corinthians. Agora que eliminamos os caras, que tal uma receita pra comemorar essa vitória?


SARDINHA AO MOLHO FUCILE:


11 sardinhas frescas.
1 pitada de Sheik.
1 colher de Danilo.
Choro de Neymar a gosto.


MODO DE PREPARO:
Pegue as 11 sardinhas frescas, coloque uma pitada de Sheik,
acrescente um pouco do choro do Neymar e deixe no escuro por 20 minutos.
Conserve bem por uma semana.
Depois coloque as sardinhas em um caldeirão chamado Pacaembu.
Acrescente a colher de Danilo e coloque no forno por 45 minutos.
Para dar mais sabor coloque mais do choro do Neymar.
Acrescente o molho Fucile.


Veja os gols no vídeo:




quarta-feira, 20 de junho de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Santos

Vamos fazer um retrospecto das partidas mais importantes do confronto entre Corinthians e Santos: 
22/6/1913, primeira partida entre as duas equipes. Placar final: Corinthians 3x6 Santos. Vantagem DELES.
17/11/1935, primeiro título paulista do Santos, e em cima da gente. Placar final: Corinthians 0x2 Santos. Vantagem DELES.
15/12/2002, primeiro título brasileiro do Santos, e em cima da gente. Placar final: Corinthians 2x3 Santos. Vantagem DELES.

Tá certo, teve partida com vantagem nossa também... Teve a final do Paulistão 2009 (com golaço do Ronaldo), aquele 7x1 em 2005, a semi do Paulista de 2001 (com gol da classificação nos últimos segundos), a semi do Brasileirão de 98, a quebra do tabu em 68... Mas, de qualquer forma, dos jogos MAIS marcantes, a vantagem é deles. E TODAS conquistadas com mando de campo nosso. Igual a hoje.

Hoje, aliás, teremos o jogo mais importante entre as duas equipes em todos os tempos. Aliás, é o jogo mais importante da nossa história também. E temos a oportunidade de quebrar essa escrita.

Para isso, basta que a gente continue fazendo o que temos feito no torneio inteiro: não levar gol em casa (lembrando que, em 5 jogos, não levamos nenhum). Se o gol deles sair - o que levaria a disputa para os pênaltis -, basta fazer outra coisa que conseguimos em todas as partidas até aqui: não perder. Frisando: a gente não precisa ganhar. Basta não perder. E olha que até aqui a gente ganhou todas no Pacaembu.

A tarefa não deverá ser fácil. Eles têm bons jogadores, e um Neymar inspirado pode acabar com o jogo. Mas a vantagem do Corinthians é enorme, e dá sim pra contar com uma final inédita.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Pós-jogo: Santos 0x1 Corinthians


Nessa quarta feira demos um passo importantíssimo rumo a uma final inédita na Taça Libertadores. Se a ordem nas partidas fora de casa é tentar segurar um empate e não sofrer gols, o Corinthians foi muito além: venceu o Santos por 1x0, em plena Vila Belmiro, e na semana que vem joga por um empate em casa para se classificar.

Mas vamos com calma: não há nada ganho, pelo menos por enquanto. Todo mundo sabe como esse time do Santos é perigoso, e um Neymar inspirado tem totais condições de acabar com o jogo e nos eliminar. Sofremos apenas 2 gols em 11 partidas, mas sabemos que o cara é capaz de fazer 2 gols em 5 minutos. Assim, toda atenção do mundo no jogo de volta.

De qualquer forma, o resultado foi muito surpreendente. Após empates fora contra Emelec e Vasco, equipes bastante inferiores ao clube da baixada, não se esperava uma vitória justamente contra o Santos, time ultra paparicado e blá blá blá, no tal do "alçapão" que eles pensam que têm. Mas com um golaço de Emerson Sheik (aliás, quantos gols de placa ainda faremos contra o Santos na Vila? Marcelinho, Ronaldo, agora o Sheik...), logo no primeiro tempo, a classificação se tornou uma realidade muito provável.

É claro que o mimimi dos caras já começou - e eles parecem mais tristes por verem a vitória do Corinthians do que pela própria derrota. O presidente do Santos disse que o Neymar tava cansado pelos jogos da Seleção, que o Mano nunca convoca jogador do Corinthians, etc. etc. etc. Ele só não explicou porque os outros 10 jogadores do Santos também não fizeram nada em campo, e nem o "mistério" do apagão, coisa que nunca rola na Vila Belmiro e aconteceu "misteriosamente" em meio a um contra-ataque corinthiano de 3 contra 2, no finalzinho do jogo - ou seja, em um momento em que um segundo gol nosso fecharia o caixão dos caras. De qualquer forma, tudo isso é choro de perdedor, e calar a boca dos anti vai ser mais um motivo pra gente ir com tudo na quarta-feira.

Pelo que tudo indica, o vencedor desse confronto deve enfrentar o Boca, que venceu o jogo de ida na outra semifinal por 2x0.

Veja o gol no vídeo:


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Pré-jogo: Santos x Corinthians


É engraçado pensar nas coincidências do futebol.

Conforme prometido, pesquisei o último time a chegar invicto à semifinal da Libertadores. Nem faz tanto tempo assim - foi o Grêmio, em 2009. E assim como nós, que pegaremos o Santos, eles também tiveram um adversário brasileiro nessa fase, o Cruzeiro. No primeiro jogo, fora de casa, perderam. E em casa não reverteram. Mau sinal?

Tem mais. Assim como na atual edição - quando garantimos vaga para a semi eliminando o Vasco -, na única vez que tínhamos chegado nessa fase, em 2000, também havíamos eliminado um adversário brasileiro e alvinegro: o Atlético-MG. E também pegamos na semi um rival paulista, o Palmeiras, que havia sido campeão da Libertadores no ano anterior, exatamente como o Santos no ano passado. Além disso, tendo o Boca como provável adversário da final, exatamente como agora. Como todos nos lembramos, caímos. Mau sinal?

Melhor pensar em tudo que está diferente nesse ano, então. Pela primeira vez em todas as Libertadores que disputamos, não somos favoritos. Estamos invictos, tomamos 2 gols em 10 jogos, mas mesmo assim ninguém acredita na gente. Ao contrário de 2000, o time a ser batido não é o nosso. O Palmeiras, mesmo sendo na época o detentor do título, era franco-atirador naquela partida e muito inferior ao Corinthians. Precisou dos pênaltis para nos vencer, em um jogo cujo resultado muita gente ainda considera dos mais injustos da nossa história. Mas dessa vez é diferente. Dessa vez o favorito é o Santos. E como a gente sabe muito bem, favoritismo atrapalha. Nosso trunfo, assim como no Brasileirão do ano passado, é ser desacreditado.

Quem não se lembra das piadinhas sobre nós no Brasileirão de 2011? "O Corinthians é igual ao Safety Car, só lidera quando não vale nada", "o Corinthians é igual a um golfinho: sobe, faz uma graça e logo começa a cair", "o Corinthians na liderança é como uma vaca que subiu numa árvore: ninguém sabe como foi parar lá em cima, mas todo mundo tem certeza que vai cair logo". Resultado: fomos penta. Estamos enfrentando a mesma coisa nesse ano. Já falaram que a gente não passava nem de fase, que o Emelec era igual ao Tolima, que o Vasco era muito superior, e estamos aí, na semi. E contra o Santos, paparicado como o melhor time do Brasil - embora nem venha tão bem e tenha sofrido contra um decadente Vélez nas quartas de final.

Clássico é clássico, tudo pode acontecer. Então, DÁ PRA GANHAR.

Hoje é o dia de um dos jogos mais importantes de nossa história. Pode ser o primeiro passo rumo a uma classificação inédita, a uma final inédita. E não custa sonhar: um título inédito também.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Pós-jogo: Corinthians 1x0 Vasco

Foi indescritível a sensação que o torcedor corinthiano experimentou na última quarta-feira, durante o jogo contra o Vasco da Gama, no Pacaembu. Mantendo a vantagem no retrospecto recente, o Corinthians eliminou a equipe carioca por 1x0, com um gol de Paulinho aos 42 minutos do segundo tempo - quando todo mundo já estava se conformando com a decisão por pênaltis.

O jogo foi equilibradíssimo, com ambas as equipes demonstrando mais vontade do que qualidade. Embora o Corinthians tivesse mais volume de jogo, o Vasco teve chances claras de abrir o placar. Na maior delas, Diego Souza aproveitou a falha de Alessandro e invadiu a área corinthiana. O que seria o gol da desclassificação do Corinthians (que precisaria fazer dois gols pra reverter o resultado) se tornou um milagre: Cássio fez uma defesa espetacular, com a ponta dos dedos, e mandou a bola para escanteio. Após a cobrança, mais um susto: bola no nosso travessão. O sofrimento, como não poderia deixar de ser, foi aumentando a cada minuto. O técnico Tite foi expulso por reclamação, indo para a numerada assistir o jogo junto com a galera, e quando já nos preparávamos para decidir a vaga nos pênaltis o gol salvador de Paulinho nos colocou na semifinal da Libertadores pela segunda vez na história.

Devemos também ressaltar a postura vascaína nas duas partidas. Já vínhamos elogiando a raça da equipe adversária ao longo do Brasileirão do ano passado, e nesse confronto a situação se repetiu. Se nós temos tanto orgulho de torcer pra um time que sempre se doa em campo, temos também a obrigação de aplaudir um adversário tão guerreiro, cuja força demonstrada em campo faz com que a nossa vitória tenha ainda mais valor.

Foi definido agora há pouco que o nosso adversário na próxima fase será o Santos, que eliminou o Velez nos pênaltis. Esse é o confronto que ninguém queria, pois no momento temos que reconhecer que o Santos tem uma grande equipe e é o time a ser batido. Porém, a nossa equipe está jogando um futebol de altíssimo nível, continua invicta na competição e tomou só 2 gols em 10 jogos. Eu nem me lembro qual foi a última vez que uma equipe chegou invicta às semifinais da Libertadores (prometo pesquisar), e acredito que nunca houve um time com uma defesa tão sólida em nenhuma das edições anteriores do torneio.

O favoritismo é todo deles e, como sempre, ninguém além da fiel torcida acredita na gente. Vamos usar isso como um trunfo. Pois o sonho de voltar à semifinal já se realizou - agora vamos sonhar em alcançar a final. E finalmente erguer essa taça.

Veja o gol no vídeo:


E veja também o incrível gol perdido pelo Diego Souza:


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Vasco

A ansiedade é muito grande e fica difícil tentar fazer uma análise do jogo de hoje, a partida de volta das quartas de final da Taça Libertadores 2012, contra o Vasco.

Há um equilíbrio na qualidade das duas equipes, bastante semelhantes. São dois times bastante raçudos, e que tem um histórico recente de rivalidade bastante acentuado. Se é difícil esquecer das semifinais da Copa do Brasil de 2009, quando eliminamos os vascaínos e rumamos para a finalíssima (e posteriormente para o título), é mais marcante ainda o Brasileirão do ano passado, onde os 2 times disputaram o título até a última rodada, quando finalmente fomos pentacampeões. Há também a final do Mundial da FIFA de 2000, na qual precisamos dos pênaltis para derrotar os cariocas - ou seja, no retrospecto dos últimos anos o domínio corinthiano é total. E hoje, a história se repete?

Vamos com calma. Lembrando que qualquer empate com gols dá a vaga a eles, dá pra dizer que o jogo está em aberto. A gente precisa da vitória, mas tem a vantagem de jogar na nossa casa, o Pacaembu lotado. Um gol dos caras pode criar um desespero inimaginável na cabeça dos nossos jogadores e torcedores, mas todo mundo sabe que quando a gente sai atrás no placar, sempre joga melhor. E aí? O que esperar?

Repito, vamos com calma. Não dá pra projetar nada. Vamos esperar a hora do jogo. Se a gente fizer o que sabe, JOGAR BOLA, a gente passa. E depois de tantas decepções nas Libertadores recentes, a possibilidade de chegar às semifinais parece um sonho. Que se torne realidade, então.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Pós-jogo: Vasco 0x0 Corinthians

Em um jogo atípico, devido ao estado lamentável do gramado em São Januário, o Corinthians empatou sem gols com o Vasco da Gama e decide a classificação para a semifinal da Taça Libertadores na semana que vem, no Pacaembu.

Nenhuma equipe conseguiu criar muitas chances no campo encharcado. O Corinthians chegou próximo do gol com uma cabeçada de Jorge Henrique defendida por Fernando Prass, e o Vasco até marcou, mas o gol foi bem anulado pelo árbitro, pois Alecsandro estava em posição de impedimento.

Da mesma forma que no confronto contra o Emelec, a situação não é ruim, mas é menos confortável do que parece. Se o Corinthians precisa de uma vitória simples diante de sua torcida para avançar, o Vasco consegue a vaga em qualquer empate com gols. Por isso a nossa defesa, que vem funcionando tão bem (sofreu apenas 2 gols em 9 jogos), não pode falhar agora, para que a gente possa, finalmente, voltar às semifinais do torneio - o que só aconteceu uma vez, em 2000.

Veja os melhores momentos no vídeo:



quarta-feira, 16 de maio de 2012

Pré-jogo: Vasco x Corinthians


O Corinthians, atual campeão brasileiro, terá hoje pela frente um grande adversário pela Taça Libertadores: o Vasco, atual campeão da Copa do Brasil. Além de serem os dois campeões nacionais do ano passado, foram essas as duas equipes que brigaram pelo título do Brasileirão no ano passado, com o Corinthians se sagrando campeão e o Vasco ficando com o vice campeonato. Portanto, a rivalidade e o clima tenso também fazem parte do confronto.

Em um duelo que promete ser bastante equilibrado, a missão é trazer um bom resultado pra casa, e marcar gols fora é fundamental. Os caras tem um ótimo time, e a marca do elenco vascaíno é a mesma que a nossa: a união do grupo. São dois times guerreiros, com muita força de vontade - o equilíbrio é enorme. As nossas vantagens: decidir em casa (se é que isso é realmente uma vantagem), e não ter nenhum desfalque. Eles, em compensação, não vão poder contar com o grande craque do time, o zagueiro Dedé, nem hoje e nem na partida de volta, na semana que vem.

O Corinthians vai a São Januário praticamente completo. Com a exeção de Liédson e Julio César, que nem foram relacionados e ficaram em São Paulo, nenhuma modificação chama muita atenção. Com a lesão de Edenílson, Alessandro recupera a condição de titular, e William - que não agradou como centroavante - deve ficar no banco. Por isso o técnico Tite vai colocar em prática um esquema pouco utilizado nesse ano, mas que foi a base do time em boa parte da campanha do título brasileiro no ano passado: o 4-4-2, com Alex fechando o meio-campo.

Palpites? Não, é melhor não. Mas o que dá pra dizer é que, se não perder hoje, a vaga pra semi fica próxima. Acho difícil que o Vasco reverta um resultado aqui no Pacaembu. Por isso, o jogo de hoje é fundamental.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Pós-jogo: Corinthians 3x0 Emelec-ECU

Depois de 12 anos, o Corinthians está nas quartas de final da Taça Libertadores da América. A vaga foi conquistada na noite de ontem contra o Emelec, do Equador, após uma boa vitória por 3x0.

Se o Corinthians precisava apenas de uma vitória simples para se classificar, tudo pareceu mais fácil logo aos 8 minutos de jogo. Após um lançamento perfeito de Alex e um cruzamento de Emerson, Fábio Santos abriu o placar. Até deu a impressão que veríamos uma goleada, mas o time cansou de desperdiçar oportunidades claras de gol, e o primeiro tempo acabou mesmo em 1x0.

E aí o clima de tensão pairou no ar, porque com o 0x0 na primeira partida, qualquer empate com gols daria a vaga para o Emelec. Ou seja, um golzinho deles nos tiraria da competição.

Mas o Corinhians mandava no jogo, e o Emelec pouco perigo oferecia para o gol alvinegro. No segundo tempo, a superioridade corinthiana se transformou em mais dois gols, de Paulinho e Alex, e a vaga é nossa.

Por mais que a gente estivesse com um certo receio durante a partida, simplesmente não dava pra perder. A diferença entre as duas equipes é gritante, e o resultado fez justiça ao futebol apresentado pelo Corinthians.

Agora teremos como adversário o Vasco da Gama, que eliminou o Lanús nos pênaltis. Jogo difícil, mas com uma boa notícia para os supersticiosos: na última vez que chegamos a essa fase da competição, também tivemos como adversário um time brasileiro: o Atlético-MG, em 2000 - e vencemos. Essa, aliás, foi a melhor participação do Timão no torneio até hoje.

Veja os gols no vídeo:


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Emelec-ECU

Hoje entramos em campo pra decidir nossa vida na Libertadores 2012. A tarefa não parece difícil: vencer o Empresa Eléctrica del Ecuador em casa. Na pior das hipóteses, empatar em 0x0 e decidir nos pênaltis. Porque empate com gols ou vitória do Emelec dá a vaga pra eles.

Só que por mais que isso não pareça nada impossível, faz menos de 20 dias que fomos eliminados na mesma situação: em casa, tendo melhor campanha, e enfrentando um time infinitamente inferior. Fora que a gente já sabe o suplício que tem sido enfrentar time retranqueiro, que entra em campo com o único propósito de segurar o empate - e é exatamente isso que os caras vão vir fazer aqui em São Paulo.

Se isso já basta pro fantasma da eliminação pairar sobre o Pacaembu, lembrar que é jogo de Liberta, que nosso trauma na competição parece não ter solução, e que não avançamos para as quartas de final desde 2000 só piora a situação. De lá pra cá, é sempre bom lembrar, caímos nas oitavas em 2003, 2006 e 2010 e na pré-Libertadores no ano passado. Três dessas vezes em casa.

É por isso que essa vantagem de decidir em casa não me parece tão boa assim. Dos 8 mata-matas de Libertadores que disputamos, fomos eliminados decidindo em casa em 5. Em compensação ganhamos a Copa do Brasil de 2009 no Beira Rio, a de 1995 no Olímpico, cansamos de ser campeões em cima do São Paulo com mando deles e contra o Santos na Vila Belmiro, ou seja, não quer dizer nada. E se até o Barcelona foi eliminado em casa, tudo pode acontecer.

A nossa vantagem é a seguinte: o Corinthians é um time bastante sólido, que dificilmente perde, e tem uma defesa que leva poucos gols. Tendo o costume de jogar dessa forma, não seria nenhum resultado absurdo uma vitória nossa por 1 ou 2 a 0, ou pelo menos um 2x1. Portanto, dá pra ganhar. E se virar contra Lanús ou Vasco nas quartas.

Porque eu não quero nem pensar no que pode acontecer com o time se o Emelec, que não tem nada a perder, achar um gol e abrir 1x0. Nossas atuações na Libertadores são a cada ano mais tensas, e a tranquilidade apresentada pelo time na primeira fase já foi embora na semana passada. Será que a gente segura a onda? Honestamente, tomara a gente nem precise saber a resposta para essa pergunta. Vamos imaginar que vai dar a lógica: vitória corinthiana, e vaga nas quartas.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pós-jogo: Emelec-ECU 0x0 Corinthians

Pois é, o jogo não foi dos melhores.

O Corinthians tava nervoso, jogou muito mal, e ainda por cima entrou na pilha criada pelo próprio Corinthians - porque o Emelec mesmo se comportou muito bem.

O juizão ajudou os caras, é verdade. Inverteu várias faltas, deu tiro de meta pro Emelec quando era escanteio pra gente, e escanteio pro Emelec quando era tiro de meta pra gente. Deixou nosso time inteiro doido, dos naturalmente esquentados como Emerson e Jorge Henrique a tranquilões como Paulinho. O Tite ficou louco, e até o presidente Mário Gobbi não segurou a boca. Mas nada justifica a péssima apresentação do Corinthians.

Como aspecto positivo, dá pra destacar o Cássio, bastante seguro, que pra mim já é titular do time. Se todo bom time começa com um bom goleiro, estamos no caminho certo. Mas, em compensação, os aspectos negativos são muitos.

Me atrevo a dizer que ontem, apesar do empate, jogamos pior do que contra a Ponte. O time não criou NADA, não arriscou NADA, não acertava um passe e foi incapaz de segurar o aspecto psicológico. A calma demonstrada pelo time na primeira fase não deu as caras ontem. E a má apresentação foi consequência disso. Não adianta, a Libertadores pesa pra gente. Mesmo contra adversários inferiores.

Acho que isso é o pior de tudo. Não tínhamos na nossa frente o Real Madrid. Era o Emelec! Um time extremamente limitado, pra não dizer extremamente RUIM. E mesmo assim tomamos sufoco. Tomamos bola na trave. E poderíamos ter perdido.

OK, quarta-feira tem a volta, é no Pacaembu, e a gente tem tudo pra se classificar. Precisamos vencer pra avançar, 0x0 dá pênaltis, e em vitória deles ou empate com gols, estamos fora. Missão impossível? Nem um pouco. Mas, honestamente, se o Corinthians não conseguir vencer o Emelec em casa, vai querer avançar pras quartas pra quê?

Veja os melhores momentos no vídeo:


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pré-jogo: Emelec-ECU x Corinthians

Depois de 10 dias sem jogar, o Corinthians entra hoje em campo pelas oitavas de final da Taça Libertadores contra o Emelec, do Equador, fora de casa.

O time terá hoje duas novidades: a primeira é a ausência de Liédson, que em má fase nem viajou para Guayaquil. Em seu lugar joga Willian, que vai formar o ataque com Emerson Sheik e Jorge Henrique. A segunda é menos surpreendente. O goleiro Julio Cesar foi sacado do time após as falhas que custaram a eliminação corinthiana no Paulistão contra a Ponte Preta. Por isso, Cássio, que jogou apenas uma partida como titular com a camisa do Corinthians, vai ter a oportunidade de defender o gol alvinegro.

Vale lembrar que desde 2000, quando eliminamos o Rosário Central da Argentina nas oitavas de final, não conseguimos passar dessa fase da competição NENHUMA vez. De lá pra cá, foram duas eliminações nas oitavas contra o River Plate, da Argentina (em 2003 e 2006), sendo que em ambas as vezes perdemos tanto fora de casa na ida como em casa na volta; uma contra o Flamengo, também nas oitavas (na Libertadores do Centenário, em 2010), após derrota no Rio por 1x0 e vitória em São Paulo por 2x1, e o traumático confronto com o Tolima em 2011, onde o empate em casa e a derrota na Colômbia nos eliminou ainda na pré-Libertadores.

É claro que o Corinthians é amplamente superior, que o Emelec é bem fraquinho, que a gente é favorito, que vamos decidir em casa etc. etc. etc. Mas depois da Ponte no domingo passado, e principalmente do Tolima em 2011, dá pra ter certeza de alguma coisa?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Definidos os confrontos das oitavas de final da Libertadores 2012

Foram definidos na noite de ontem os confrontos das oitavas de final da Taça Santander Libertadores 2012. Após a vitória sobre o Deportivo Táchira, sabíamos que o Corinthians seria o segundo ou terceiro melhor da fase de grupos, mas faltava o jogo do Nacional de Medellín pra definir isso. Ontem o time colombiano foi derrotado pela Universidad de Chile, e o Corinthians, único invicto na competição, pôde se manter na segunda posição geral, o que fará com que nosso adversário seja o segundo pior segundo colocado, ou o décimo quinto melhor time da primeira fase. E esse time é o Emelec, do Equador.

Podia ser pior. Podia ter sido o Inter (ninguém quer uma disputa caseira nessa fase do torneio). Podia ter sido o Bolívar, com a altitude de 3660 metros de La Paz. Mas esses são problemas de Fluminense e Santos.

A gente até que deu sorte. Mas não tanto quanto parece. Embora seja muito frágil tecnicamente e não possua nenhuma tradição, o Emelec se classificou heroicamente para essa fase da Liberta operando um milagre na última rodada. Eliminou o Flamengo no último minuto e deixou pra trás o também tradicional Olímpia, conseguindo a segunda vaga do grupo atrás do Lanús, mesmo sendo considerado o time mais fraco da chave. Por isso, os caras estão empolgados. Vão vir pra cima com tudo. E o primeiro jogo é na casa deles.

Então, vamos com calma, seguindo a filosofia de "dar um passo de cada vez" do professor Tite. De Libertadores nós já estamos calejados, e qualquer empolgação exagerada pode custar caro.

Os outros confrontos das oitavas serão Fluminense x Internacional, Santos x Bolívar-BOL, Universidad de Chile-CHI x Deportivo Quito-ECU, Libertad-PAR x Cruz Azul-MEX, Vélez Sarsfield-ARG x Nacional de Medellín-COL, Lanús-ARG x Vasco e Unión Española-CHI x Boca Juniors-ARG.

Caso o Corinthians avance, enfrentará nas quartas de final o vencedor do confronto entre Lanús e Vasco.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Pós-jogo: Corinthians 6x0 Deportivo Táchira-VEN

Com a goleada por 6x0 sobre o Deportivo Táchira, o Corinthians se garantiu na primeira colocação do Grupo 6 da Taça Santander Libertadores 2012.

Em uma noite inspirada, o Corinthians teve o domínio da partida desde o início, e abriu o placar logo aos 17 minutos, com Danilo. Paulinho ampliou aos 26, e a partida que já era tranquila ficou ainda mais fácil com a expulsão de Rouga.

No segundo tempo a goleada foi inevitável. Os gols de Emerson, Jorge Henrique, Liédson e Douglas definiram o placar: 6x0.

Agora o Timão espera os resultados das partidas de hoje para definir seu adversário nas oitavas de final. Como o Fluminense venceu ontem, o Corinthians se classificará obrigatoriamente como o 2º ou 3º melhor time da primeira fase, e terá como adversário nas oitavas o Emelec, do Equador, o Bolívar, da Bolívia, ou o Internacional de Porto Alegre.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Pré-jogo: Corinthians x Deportivo Táchira-VEN

Hoje à noite o Corinthians entra em campo pela última rodada da fase de grupos da Taça Santander Libertadores 2012, no Pacaembu, contra o Deportivo Táchira da Venezuela - o lanterna do grupo.

Embora já esteja classificado para as oitavas de final do torneio, o jogo de hoje é de grande importância por dois motivos. Primeiro, para que o Timão garanta a primeira posição do grupo, o que acontece em caso de vitória corinthiana ou empate, ou até mesmo em caso de derrota, caso o Cruz Azul não vença o Nacional do Paraguai no outro jogo do grupo. Segundo, para tentar uma boa colocação na classificação geral. Com a derrota de ontem sofrida pelo Vélez Sarsfield, o Corinthians só depende de si para ser um dos três melhores da primeira fase, e pode até mesmo ser o melhor, caso Fluminense e Nacional de Medellín não vençam suas partidas.

É importante lembrar que os confrontos das oitavas são definidos a partir do ranking da primeira fase, onde o 1º colocado enfrenta o 16º, o 2º enfrenta o 15º, e assim por diante. Portanto, quanto melhor a colocação geral do Timão, maiores as chances de enfrentarmos um time mais frágil na próxima fase. E assim, finalmente conseguir vencer um confronto no mata-mata da Libertadores - o que não aconteceu ainda desde a virada do milênio.