Lançado
em 2009, o filme narra a histórica conquista do Campeonato Paulista de 1977, que quebrou o jejum de 23 anos sem títulos conquistados pelo
Corinthians. Além de incluir o depoimento de atletas que participaram da
conquista histórica, como Basílio, autor do gol da libertação, a obra traz momentos marcantes do período, como o
último título antes do jejum, em 1954, o fim do tabu contra o Santos, em 1968, e a invasão do
Maracanã, em 1976, além da campanha de 1977.
A direção é de Di Moretti e Julio Xavier.
O DVD foi também lançado em uma edição especial com um livro exclusivo e um pôster dos campeões.
Veja o trailer do filme:
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Tite, ou Adenor Leonardo Bacchi, nasceu em 25 de maio de 1961, em
Caxias do Sul. Após uma carreira como jogador que inclui o vice
Campeonato Brasileiro de 1986 pelo Guarani, Tite se tornou técnico,
atuando inicialmente em diversas equipes do Rio Grande do Sul. Sua
primeira campanha de destaque se deu em 2000, quando, à frente do
modesto Caxias, se sagrou campeão gaúcho ao derrotar o Grêmio na final.
Com o resultado, Tite começou a chamar a atenção de grandes clubes e acabou se
transferindo para o próprio Grêmio, equipe com a qual foi campeão da
Copa do Brasil de 2001 ao derrotar o Corinthians na final em pleno
Pacaembu. Nem Tite nem o mais otimista dos corinthianos poderiam
imaginar que em um futuro próximo aquele mesmo estádio se tornaria sua casa e que comemoraria ali algumas das maiores glórias da história do Timão.
A primeira passagem de Tite no Corinthians se iniciou em
2004. Na época, o Corinthians lutava contra o rebaixamento no Campeonato
Brasileiro, mas com a chegada de Tite a equipe fez uma campanha
surpreendente, saindo da 18ª posição e alcançando o 5º lugar no
campeonato. No entanto, com o inicio da parceria com a MSI e a chegada
do manda-chuva Kia Joorabichian em 2005, Tite perdeu seu lugar no clube. Enquanto Tite não
quis mais trabalhar no novo esquema que se instalava no Corinthians
(Tite cheou até mesmo a expulsar Kia do vestiário quando este invadiu o
local após uma partida, pois para o treinador "o vestiário é sagrado"), Kia preferia um
treinador mais "badalado", como o argentino Daniel Passarella, para
tentar o título inédito da Libertadores no ano seguinte. Ironia do destino, pois o
sonhado título continental só viria 7 anos depois, exatamente com o
retorno de Tite.
"Um dia eu volto para terminar o que não deixaram". Foi com essa
frase que Tite se despediu do clube em fevereiro de 2005. E após passar
por Atlético-MG, Palmeiras, Internacional – clube no qual foi derrotado pelo
Timão na final da Copa do Brasil em 2009 – e duas equipes dos Emirados
Árabes (Al Ain e Al-Wahda), ele voltou para o Corinthians no final de
2010, inclusive abrindo mão de disputar o Mundial da FIFA com o Al-Wahda
naquele ano porque, palavras dele, o Corinthians "é especial", e também
porque ele sabia que, com um bom projeto e muito trabalho, o
Corinthians daria a ele uma nova chance no Mundial – e não apenas de
disputar o torneio, mas de vencê-lo.
Tite voltou ao Corinthians na reta final do Brasileirão
de 2010 substituindo Adílson Batista, que não agradou após a saída de
Mano Menezes para a Seleção. Tite não conseguiu o título, mas fez uma
campanha com aproveitamento de campeão e preparou o terreno para 2011,
um ano no qual foi do inferno ao paraíso. Logo no começo do ano, na pré-Libertadores, o Corinthians
sofreu uma grande humilhação ao ser derrotado pelo desconhecido
Deportes Tolima, da Colômbia. Porém, ao contrário do que se imaginava,
Tite foi bancado pela diretoria e mantido no cargo, ainda que boa parte
da torcida pedisse a queda do treinador. Com a saída de medalhões como
Ronaldo e Roberto Carlos, os resultados logo viriam: primeiro, o
vice-campeonato paulista, perdendo para o ótimo Santos de Neymar após
uma final bastante equilibrada em um torneio que ficou marcado pelo
histórico "Fala muito!" dirigido ao técnico Luis Felipe Scolari, do
Palmeiras, na semifinal – episódio que, além de lendário, aumentou ainda
mais a identificação de Tite com o torcedor corinthiano; em seguida, no
Brasileirão, uma desacreditada equipe conseguiu o penta após um início
avassalador.
O ano de 2013 seria o último em que Tite comandaria o
Timão. Apesar dos títulos do Paulistão, que Tite nunca havia
conquistado, e da Recopa Sul-Americana, a temporada trouxe resultados e um desempenho muito abaixo do que se esperava. A gota d'água foi a goleada de 4x0
sofrida contra a Portuguesa no Brasileirão. Na ocasião, o treinador
chegou a entregar o cargo, mas foi impedido pelos jogadores e resolveu
voltar atrás. No entanto, pouco antes do final da temporada, foi
decidido em comum acordo entre treinador e diretoria que ele não
comandaria a equipe em 2014. Mas não é que em 2015 ele voltou? E com contrato por mais 3 anos! De cara, conquistou mais um título nacional: o Brasileirão de 2015. Mas deixou o clube para, merecidamente, assumir a Seleção Brasileira em junho de 2016.
Tite é o 2º treinador que mais vezes atuou no clube, com 378 partidas, atrás apenas de Oswaldo Brandão. Com 6 títulos (Brasileirão 2011 e 2015, Libertadores 2012, Mundial 2012, Paulista 2013 e Recopa 2013), Tite é o técnico mais vencedor de nossa história. Para muitos, inclusive, tantas conquistas o credenciam como o maior dentre todos os treinadores que já passaram pelo Corinthians. Que continue assim, vencendo, sempre.
Finalmente a desastrosa temporada 2013 chegou ao fim. E um ano que foi ruim desde o início não poderia terminar de maneira menos vergonhosa: derrota para o Náutico, dono de uma das piores campanhas da história do Brasileirão por pontos corridos.
No final das contas, acabamos na 10ª posição, a 4 pontos da zona de rebaixamento – muito pouco para quem tem o escudo de campeão do mundo bordado na camisa.
Pra resumir a temporada: falar mal de um ano em que ganhamos 2 títulos, a Recopa Sul-Americana e o Paulistão, pode parecer reclamar de barriga cheia (tirando o Atlético-MG, nenhum outro time do país levantou duas taças no ano, e comparar nosso desempenho em 2013 com o de nossos rivais Palmeiras, São Paulo e Santos nos deixa em uma posição bastante confortável). Mas o fato é que começamos a temporada como bi-mundiais, favoritos ao bi da Libertadores e com chances enormes de sermos hexa brasileiros e/ou tetra da Copa do Brasil. Acabamos vencendo apenas as taças menos importantes que disputamos, ainda que a Recopa seja um título inédito.
Não tem jeito. Foi um ano que começou com a morte de um torcedor adversário atingido por um sinalizador da nossa torcida e terminou com parte da cobertura do nosso estádio desabando e matando operários que trabalhavam em sua construção. Quando até o extra-campo não vem bem, a única saída é virar a página de 2013 e torcer por um 2014 melhor.
Mas não podemos encerrar a temporada sem fazer um agradecimento especial ao técnico Tite. Desnecessário dizer o quanto somos gratos a ele pelos mais de 3 anos à frente do clube e pelas diversas conquistas que alcançamos no período. Desejamos a Tite o melhor e temos certeza de que, em um futuro não muito distante, o teremos novamente no comando do Timão.
Obrigado também a Alessandro, eterno capitão. Seu espírito guerreiro, liderança e honra da nossa camisa jamais serão esquecidos, e as imagens de Alessandro levantando as taças da Libertadores e do Mundial em 2012 estarão marcadas, como diz o nosso hino, eternamente em nossos corações.
Na noite de despedida no Pacaembu do técnico Tite e do capitão Alessandro (e talvez despedida de diversos outros jogadores que devem ser negociados), mais um irritante empate, e novamente em 0x0.
Contagem regressiva pra acabar essa temporada horrorosa: 1 jogo.
Mais uma vez não há muito a dizer sobre o jogo de ontem. Em mais uma tarde na qual apresentamos um futebol sofrível, fomos derrotados pelo Flamengo por 1x0.
Contagem regressiva pra acabar essa temporada horrorosa: 2 jogos.
O Corinthians entrou em campo no Pacaembu na tarde de ontem e, como era de se esperar, empatou outra vez. Um péssimo 0x0 – empate sem gols pela 9ª vez neste campeonato e 14ª vez na temporada – contra o fraquíssimo Vasco, o que fez com que abandonássemos qualquer chance matemática de jogar a Libertadores do ano que vem.
É impressionante a dificuldade do Corinthians ao enfrentar equipes da parte de baixo da tabela. Foram 2 empates contra o Vasco, 2 empates contra o São Paulo, 1 derrota contra a Ponte Preta, 1 empate contra o Náutico... enfim, pontos jogados no lixo que fazem a diferença.
Contagem regressiva pra acabar essa temporada horrorosa: 3 jogos.
Quem diria? O Corinthians ganhou mais uma! Foi a 2ª vitória consecutiva, coisa que só havia acontecido 1 vez no Brasileirão 2013, e ainda fora de casa, apenas a nossa 3ª vitória como visitante nesse campeonato.
O resultado, lógico, não passou de uma das famosas "goleadas" de 1x0, mas surpreendentemente o time jogou bem e mereceu vencer. Ainda que não tenha sido uma atuação brilhante, procuramos o jogo e agredimos bastante, pecando apenas nas horrorosas finalizações, especialmente as de Romarinho.
Foi bom ver o time conseguir trocar mais do que meia dúzia de passes sem errar. Em maus momentos, qualquer desempenho mediano acaba chamando a atenção.
O complicado é que já tem torcedor iludido achando que dá pra ganhar as 4 partidas que faltam e ir pra Libertadores ano que vem. Não, não dá. Estamos a 8 pontos do G4, e não vamos chegar. Mesmo que o Atlético-PR vença a Copa do Brasil e o G4 se transforme em G5, estamos a 6 pontos do 5º colocado, e não adianta querer resolver um ano inteiro ruim em 4 rodadas.
Contagem regressiva pra acabar essa temporada horrorosa: 4 jogos.
Futebolzinho meia-boca, mesmo contra um adversário também meia-boca, e um pênalti nos minutos finais pra salvar a noite. Dessa vez Pato cobrou como homem, e vencemos.
Pronto. Resume-se assim a medíocre partida de ontem.
Contagem regressiva pra acabar essa temporada horrorosa: 5 jogos.
Ainda bem que ninguém caiu na ladainha de "8 vitórias nos próximos 8 jogos" que o Tite mandou após a eliminação na Copa do Brasil diante do Grêmio, na quarta-feira. Hoje, novo empate, contra o Santos, em Araraquara, no último clássico disputado pelo Corinthians no ano. Abrimos o placar no 1º tempo, com Douglas, mas sofremos o empate na etapa final.
Só pra mencionar: havia um título simbólico em disputa para comemorar os 100 anos do Clássico Alvinegro. Com o empate por 1x1, mesmo resultado da partida entre as duas equipes no 1º turno, levamos a melhor no critério de desempate: número de cartões.
Copa do Brasil 2013 – Quartas de final: segundo jogo
Acabou a Copa do Brasil para o Corinthians. Aliás, acabou o
ano. A derrota nos pênaltis contra o Grêmio, após mais um desempenho
vergonhoso de nossa equipe, encerra de maneira vexatória uma temporada
que não vai deixar saudades. Restam, é claro, 8 rodadas do Brasileirão,
mas ninguém é inocente de achar que vamos conseguir alguma coisa nessa
altura do campeonato. É melhor sermos conscientes: o ano do Corinthians
acabou.
A covardia custa caro. Quem joga para não perder não merece vencer.
É
desnecessário gastar tempo voltando a falar da teimosia do treinador ou
da incompetência do time, pois já conhecemos essa história de cor. É
melhor nos concentrarmos nos problemas novos, que já são muitos. Se
alguém conseguir, por favor, esclareça as minhas seguintes dúvidas:
• Por que cargas d'água um time da grandeza do
Corinthians achou que seria bom negócio um empate em casa na partida de ida se sabia que teria que decidir a parada em um indigesto
confronto no Sul? Por que não jogou em casa pra ganhar?
•
Se ontem sabia que qualquer empate com gols serviria, por que o time
finalizou apenas 2 vezes em 90 minutos? Como marcar se não chuta uma
bola no gol? Jogou pra ir para os pênaltis?
• Se jogou
para ir para os pênaltis, a coisa é ainda mais grave. Os jogadores
vinham abalados psicologicamente devido ao mau momento, o aproveitamento
das cobranças tinha sido ridículo no treinamento e tínhamos pela frente
um goleiro como o Dida, reconhecido internacionalmente como grande
pegador de pênaltis. Por que daria certo?
•
O mais importante: pra quê insistir com Edenílson, Emerson e Romarinho
quando tínhamos Renato Augusto disponível? Essa dúvida nem Tite, perdido
no comando do Corinthians, consegue responder. Devido à ruindade dos
jogadores do meio pra frente, Renato Augusto virou a esperança de que se
visse um mínimo de qualidade ofensiva, mas sempre sofreu com lesões. O
revoltante é ver que foi feito um trabalho excelente pelo departamento
médico do clube para recuperar o jogador para a partida de ontem (ele
retornou um mês antes do previsto), buscando fazer com que ele jogasse
na partida encarada como a mais importante do semestre. E aí me vem o
Tite e coloca o cara no banco? Beleza, se não dá pra jogar 90 minutos,
ou bota o cara como titular e tira no 2º tempo ou coloca ele no decorrer
da partida. E o Tite me queima 3 substituições com Igor (nulo), Danilo
(morto) e Emerson (inútil)? Qual o sentido nisso?
Descrever
os pênaltis seria crueldade, embora Alessandro, guerreiro como sempre,
tenha feito sua parte, assim como Romarinho. Basta dizer que acertar 2
de 5 é uma piada de mau gosto, especialmente pelo fato de que Walter
defendeu dois, sendo um deles um verdadeiro milagre, e que chegamos a
ter vantagem no marcador. Danilo provou que nem pra bater pênalti está
servindo e Edenílson foi o exemplo perfeito de como se comporta um
batedor sem o mínimo de condições psicológicas – era evidente o quanto
ele estava com medo. Mas Pato foi um caso à parte. Um cara que veio por
40 milhões não pode jogar como se valesse 40 centavos. Não pode ser
displicente jogando num time como o nosso. Que ele não tem amor à nossa
camisa todo mundo sabe, mas nós temos. Tinha que ter chutado como homem ao menos
por respeito a nós. Pato = patético.
Outro que já
passou da hora de pegar a malinha e vazar é Emerson Sheik. Mais uma vez
infantil, foi dar tapa em adversário na frente do árbitro e ainda
reclamou da expulsão. É outro que tá vivendo de passado.
E
assim fomos eliminados de mais uma competição nesse ano, e dessa vez
não tem nem Amarilla pra culpar. A culpa é toda do time. Pra piorar, a
freguesia contra o Grêmio só aumenta. Em 6 Copas do Brasil que os
enfrentamos, levamos a pior em 5. Vergonhoso.
Se alguém quiser, veja as ridículas cobranças de pênaltis no vídeo:
Vanderlei Luxemburgo da Silva, nascido em 10 de maio de 1952 na
cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, é um dos grandes técnicos que
já passaram pelo Corinthians. Além de ter treinado um dos melhores times
que o clube já montou e de ter conquistado importantes títulos (o Brasileiro de 1998 em sua primeira passagem pelo Corinthians e o
Paulista de 2001 na segunda ocasião em que treinou o time), Luxemburgo
deixou a seu assistente, Oswaldo de Oliveira, a base de um
excelente trabalho que faria com que este chegasse ainda mais longe,
ganhando o Paulista e o Brasileiro em 1999 e o Mundial da FIFA em 2000.
Luxemburgo já era um treinador consagrado quando foi contratado pelo
Corinthians. Ele iniciou sua carreira com passagens por clubes de menor
expressão e se destacou ao fazer um excelente trabalho no Bragantino,
equipe na qual foi campeão da Série B do Brasileirão em 1990 e da Série A
do Paulistão em 1991. Os bons resultados o levaram ao Palmeiras, e os
corinthianos sentiram na pele o excelente momento do treinador: dos
diversos títulos vencidos por nosso maior rival nesse período, 3 foram
conquistados sobre nós: o Paulista de 1993, o Rio-São Paulo do mesmo ano
e o Brasileiro de 1994. Luxa passou ainda por Flamengo e Santos antes
de vir para o Timão.
O treinador chegou ao Parque São Jorge para a temporada 1998. Foi
vice campeão paulista perdendo apenas uma partida e, no segundo
semestre, conquistou o Campeonato Brasileiro realizando uma
excelente campanha. Nessa época ele deixou de assinar Wanderley
Luxemburgo e passou a usar a grafia do seu nome de batismo, Vanderlei.
No mesmo ano, foi convidado para ser o técnico da Seleção Brasileira. No
início o treinador tentou conciliar os dois cargos, mas acabou deixando
o Corinthians nas mãos de seu assistente, Oswaldo de Oliveira,
para que pudesse se dedicar melhor à Seleção.
Voltou ao Timão em 2001, quando conquistou mais um título: o
Campeonato Paulista. Mas sua segunda passagem pelo clube foi um tanto
quanto apagada, e os maus resultados somados ao desgaste com a diretoria
geraram sua demissão.
Luxa teve problemas com vários jogadores do elenco, mas os mais
célebres foram com o sempre difícil Marcelinho. A maior polêmica entre os dois acabou ocasionando o afastamento do atleta por parte do
treinador, que o acusou de "traíra", pois o camisa 7 havia dado
declarações à imprensa relatando problemas internos do clube.
Após sua última passagem pelo Corinthians, Luxemburgo treinou diversas equipes do Brasil e chegou até mesmo a ser técnico do poderoso Real Madrid, da Espanha, por uma temporada.
Pelo Corinthians:
Jogos: 139
Vitórias: 65
Empates: 34
Derrotas: 40
Títulos: Campeonato Brasileiro: 1998 Campeonato Paulista: 2001
Para ver uma lista dos principais técnicos da história do Corinthians, clique aqui.
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O Corinthians venceu! Impressionante, não? Nem me lembrava mais como era.
O futebol continua medíocre, o placar foi mais uma "goleada" de 1x0 e o gol foi como os últimos 4 que a equipe havia marcado: em uma jogada de bola parada. Mas não interessa. São 3 pontos na conta. Não somar os 3 pontos em casa contra uma equipe do nível do Criciúma seria catastrófico para quem briga para não cair.
O gol foi de Alexandre Pato. Por mais que a gente saiba que ele deveria render muito mais, sejamos justos: ruim com ele, pior sem ele.
De resto, não há nada a dizer. Tem que melhorar muito pra almejar alguma coisa nesse fim de temporada.
Perder do Grêmio jogando no Sul jamais foi vergonha para ninguém. Não seria nem para o Cruzeiro, que tá com a mão na taça, quanto mais para nós, em péssima fase.
Vergonha é jogar como moleque.
Vergonha é não dar um chute no gol.
Vergonha é fazer 2 gols nos últimos 11 jogos.
Vergonha é disputar 30 pontos no 2º turno e fazer 7.
Vergonha é começar o 2º turno em 4º e cair para 13º.
Vergonha é técnico colocar 3 laterais-direitos em campo ao mesmo tempo e falar que gol não sai por detalhe.
Vergonha é escalar Ibson.
Vergonha é ter um ataque que só não é pior que o do Náutico.
Vergonha é precisar virar um jogo e, em vez de colocar o time pra jogar pra frente, o técnico tirar um volante para colocar outro.
E mais vergonha ainda é perder porque o time está uma droga e ouvir desculpinha de que "fomos intensos", que "o placar foi injusto", que "o time está cansado" e blá blá blá...
Temos um time acomodado, envelhecido, incompetente, liderado por um treinador cabeça-dura e com mania de Professor Pardal. O futebol apresentado pelo Corinthians nesse 2º turno é de uma burrice inacreditável. É previsível, manjado e não surpreende mais ninguém. Além disso, tem aquela arrogância insuportável de "o rebaixamento não nos assusta", "vamos recuperar" e mimimimimi. Já deu no saco, não há torcedor que aguente tanta baboseira.
Já dissemos: o Corinthians vai brigar para não cair pra Série B. Isso é fato. Estamos em queda livre (nunca é demais lembrar que temos a segunda pior campanha do returno), e time grande em queda livre se encontra em uma situação parecida com uma areia movediça: quanto maior o esforço para sair, mais se afunda.
Nossa sorte é que há equipes muito piores. Porém, em um campeonato tão equilibrado, equipes fracas com um mínimo de espírito de disputa conseguem ganhar 2 partidas seguidas e sair da degola. O problema são as equipes como a nossa, cheias de soberba, que acham que vão resolver o problema quando quiserem. Não vai! Ou muda radicalmente ou vai jogar Série B.
Pra quem achava que o jogo de ontem seria um ensaio para a partida de volta da Copa do Brasil na quarta que vem, contra o mesmo Grêmio, no mesmo estádio, já pode começar a se preocupar. Muito provavelmente vai vir mais ferro. E não vai me surpreender nem um pouco se, entre essas duas partidas, a gente derrapar contra o Criciúma no fim de semana.
Detalhe: Tite declarou antes da partida de ontem que esse é o "momento de separar os homens dos meninos". Acho que ficou claro então: só tem moleque no time.
Quando não há muito a dizer nem mesmo após um clássico contra o São Paulo, confronto que sempre dá pano pra manga nos últimos anos, é porque a coisa tá mesmo feia.
Hoje, no Morumbi, mais um 0x0 modorrento, com um primeiro tempo sofrível, quase insuportável, e uma segunda etapa em que produzimos um pouco mais e só não marcamos por pura ruindade dos nossos atacantes.
Assim, chegamos ao nosso 13º empate no campeonato, 8 deles por 0x0. Foi o 3º 0x0 seguido, aliás.
Logo hoje, aniversário de 36 anos do título mais comemorado da história do nosso clube: o Paulista de 77, conquistado no mesmo palco da partida de hoje, o Morumbi. Nosso time merecia uma homenagem melhor.
Pontos da partida que devem ser destacados:
•O pênalti defendido por Cássio aos 44 do segundo tempo. OK, quem bateu já perdeu 4 seguidos neste ano, mas vamos dar crédito para quem merece: Cássio foi bem demais no lance. Aliás, cansamos de criticar o atleta aqui neste espaço, especialmente pela deficiência na reposição de bola e na saída do gol, mas ele vem evoluindo muito e nos últimos jogos salvou nossa pele diversas vezes.
•O lance que deu origem ao pênalti. Alguém viu infração no lance? Não, porque não foi ABSOLUTAMENTE NADA. Se fosse a favor da gente, o mimimi do apito amigo já estaria reinando na boca dos anti. Como é a contra a gente, alguém reclama, por acaso?
•A ridícula briga da torcida adversária com a polícia. Nós, que perdemos mandos de campo em uma situação semelhante, esperamos que alguma providência seja tomada e que o São Paulo seja punido.
Nosso próximo jogo será na quarta-feira, pelo Brasileirão, contra o Grêmio, fora de casa. Que sirva de ensaio para o decisivo confronto contra o mesmo adversário e no mesmo estádio que irá ocorrer uma semana depois, só que pela Copa do Brasil.
Maior publicitário do país, Washington Olivetto, nascido em São Paulo em 29 de setembro de 1951, já venceu diversos prêmios no Brasil e internacionalmente com sua agência. Corinthiano, foi presidente do marketing do Corinthians e é autor de dois livros sobre seu time do coração: Corinthians - É Preto no Branco, em parceria com Nirlando Beirão, e Corinthians X Outros - Os Melhores Nossos Contra os Menos Ruins Deles.
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Na inédita final da Libertadores, no dia 27 de junho de 2012, jogo tenso na Bombonera contra o Boca Juniors e derrota
parcial corinthiana, o que nos tirava a invencibilidade no torneio e ainda
dificultava a tarefa de trazer pra casa o único título que faltava em nossa Sala
de Troféus. Isso até os 39 do 2º tempo. Tite confiou em Romarinho e o
colocou em campo. Já estava provado que o garoto tinha estrela – ele havia marcado 2 gols no clássico contra o Palmeiras 3 dias antes, em sua estreia como titular do Corinthians – mas ninguém esperava o que aconteceu: ele recebeu a bola de Emerson após uma linda jogada e, em seu 1º toque na bola, encobriu o goleiro e marcou um golaço, calando
50 mil bocas na Bombonera e milhões ao redor do mundo.
Veja o gol no vídeo:
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Empate no Horto contra o Atlético-MG, atual campeão da Libertadores? Seria um ótimo resultado, se o adversário não estivesse com 10 desfalques – incluindo a maior estrela do time, Ronaldinho Gaúcho – e se o Corinthians não tivesse voltado à sua postura covarde e acomodada que domina o time ao longo deste ano.
Outro 0x0 é dose, e se Cássio não tivesse feito um milagre no segundo tempo, após um erro da famosa linha burra da nossa defesa, teria sido pior. Nem vou ficar me alongando a respeito de como nada funcionou e de como nosso time pratica um futebol fraco e previsível. É só voltar em qualquer outro post anterior, pois tudo já foi dito a respeito desse assunto.
Continuamos na 9ª posição. E vamos falar o que é verdade: pela bolinha que nosso time vem jogando, tá mais do que justo.
Próximo compromisso: Atlético-PR, em Mogi, na quarta-feira.
Desde 1º de setembro não comemorávamos uma vitória e desde 15 do mesmo mês não marcávamos um gol sequer, mas finalmente viramos essa página: em Mogi, vencemos o Bahia por 2x0 e demos um chega pra lá na crise que nos assolava há tanto tempo.
Estava na cara: o chacoalhão que a Portuguesa nos deu no domingo serviria pra mudar alguma coisa. A vibração do time e a energia com que jogamos foi completamente diferente, e, ainda que o futebol apresentado não tenha sido nehuma maravilha, finalmente o time entrou ligado e pilhado pra definir a situação. Como já dissemos infinitas vezes, não cobramos resultado, cobramos seriedade. As vitórias serão consequência disso.
Mas não adianta se iludir muito. Domingo temos pela frente o Galo, lá no Independência, e a parada não deve ser fácil.