Campeonato Paulista 2013 – Primeira fase: 4ª rodada
Ontem, no Pacaembu, finalmente aconteceu a estreia dos nossos titulares em 2013. A partida foi contra o Mogi Mirim, pela 4ª rodada do Paulistão, e tinha tudo pra ser festa, mas quase deu tudo errado pra gente.
Logo no comecinho da partida, uma jogada do Mogi Mirim deixou o atacante deles em claríssimo impedimento. Todo mundo viu, menos o bandeira e o juíz. Resultado: 1x0 pros caras. A tensão foi crescendo, mas Emerson Sheik, como sempre, decidiu resolver a parada: em uma jogada de muita raça e velocidade, cruzou pra Jorge Henrique, que só teve o trabalho de esticar a perna pra desviar pra dentro. No segundo tempo, mais uma jogada pra Jorge Henrique, que se embolou com o zagueiro do Mogi e acabou derrubado. Se foi pênalti ou não, há quem discuta. Até acho que foi, mas mesmo que não tenha sido, pra quem validou um gol do Mogi com um metro e meio de impedimento não pode deixar de marcar pênalti num lance como esse (e dane-se quem afirma que um erro não justifica o outro). Fábio Santos cobrou com perfeição e virou o jogo.
Com o resultado, subimos pra parte de cima da tabela, com 7 pontos, junto com o próprio Mogi.
Campeonato Paulista 2013 – Primeira fase: 3ª rodada
Finalmente o Corinthians conheceu sua primeira vitória no ano. Contra o Mirassol, fora de casa, os reservas deram conta do recado e trouxeram 3 pontos pra São Paulo. Com assistência do estreante Renato Augusto para o gol de Romarinho, ficamos no 1x0 mesmo, em um jogo pra lá de sonolento.
Na próxima rodada, contra o Mogi Mirim, acabou o papo: é time titular, já pensando na Libertadores, que começa pra gente em 20 de fevereiro.
Campeonato Paulista 2013 – Primeira fase: 2ª rodada
Pra resumir: Entramos em campo de novo com o time reserva, que não foi bem. Aos 41 do segundo tempo, nosso zagueiro Felipe deu um tranco no atacante adversário dentro da área, e o juiz marcou pênalti (em um daqueles lances que, quando é a favor da gente, os Anti dão chilique uma semana). Final: 1x0 pra Ponte, que continua atravessada na nossa garganta desde o ano passado. Mas na boa: em um torneio de nível baixo e que classifica os 8 primeiros pro mata-mata, alguém tá preocupado com os nossos tropeços iniciais, ainda mais com o time reserva? Veja o gol no vídeo:
Campeonato Paulista 2013 – Primeira fase: 1ª rodada
O ano de 2012 foi perfeito para o Corinthians, e devido aos títulos da Libertadores e do Mundial, criou-se uma expectativa enorme para 2013. A gente já não aguentava mais a espera para ver começar o ano do Timão, e o dia finalmente chegou. Jogando em Jundiaí, no domingo, empatamos com o Paulista em 1x1 na estreia do Paulistão.
Quem viu o jogo sabe: jogamos com o time totalmente reserva, e mesmo assim o desempenho da equipe foi bastante positivo. É fato: o Corinthians tem um excelente elenco. Tendo essas peças à disposição para complementar craques como Emerson, Danilo, Paulinho e Pato, dá pra acreditar que 2013 será tão bom ou ainda melhor que 2012.
Legal mesmo foi ver o chinês Zizao, em sua primeira partida como titular, dando pedalada, criando uma excelente jogada e fazendo o passe para o gol de Giovanni no segundo tempo. Pena que a zaga moscou e o Paulista empatou no finalzinho, em mais uma falha imperdoável do Julio César. Mas ainda deu tempo de ver o Zizao se esforçando pra dar entrevista no fim da partida, na maior simpatia.
Melhor sorte para nossos guerreiros na próxima rodada, contra a Ponte Preta, na quarta-feira.
Guerrero não foi só o autor do gol da final do Mundial de Clubes da FIFA de 2012. O outro gol corinthiano no torneio, marcado contra o Al Ahly na semifinal, também foi dele. No dia 12/12/12, após um escanteio, a bola sobrou para Douglas que, de trivela, fez um cruzamento espetacular para dentro da área. Danilo e Guerrero subiram juntos, mas foi o peruano quem tocou na bola, fazendo o gol que nos classificou para a final e abriu caminho para o bi mundial.
Veja o gol no vídeo:
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Em 16 de dezembro de 2012, no jogaço contra o Chelsea valendo o Mundial de Clubes de 2012, brilhou novamente a estrela do peruano Guerrero, que já havia feito o gol corinthiano contra o Al Ahly, na semifinal. O domínio corinthiano crescia na partida quando, aos 24 do segundo tempo, Chicão fez um lançamento, fazendo ligação direta com o ataque. Em uma ligeira troca de passes, Jorge Henrique ajeitou de cabeça pra Paulinho, que levou a marcação consigo e rolou a bola para Danilo; ele bateu pro gol, mas a bola espirrou na defesa, sobrando na cabeça de Guerrero, que fez o gol do título.
Veja o gol no vídeo:
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Oswaldo de Oliveira Filho, nascido no Rio de Janeiro em 5 de dezembro de 1950, marcou época no Corinthians. Embora ele tenha sido treinador do clube por pouco tempo, sua média de títulos é impressionante. Em pouco mais de um ano, venceu 3: o Paulista e o Brasileiro em 1999 e o Mundial em 2000.
Sua trajetória no Corinthians começou como assistente do treinador Vanderlei Luxemburgo em sua primeira passagem pelo clube, em 1998. Quando este foi o escolhido para assumir a Seleção Brasileira, ainda no fim de 1998, ficou decidido que Oswaldo seria o seu substituto no Timão. Muitos não gostaram da ideia, devido a sua pouca experiência como treinador, e realmente os resultados iniciais não foram dos melhores, a ponto de a diretoria corinthiana resolver contratar Evaristo de Macedo para ser treinador e colocar Oswaldo novamente no cargo de assistente. Porém, após uma sequência ruim de Evaristo, que ficou apenas 3 meses no cargo, Oswaldo de Oliveira voltou a comandar o time, dessa vez em definitivo.
Aproveitando a base montada por Luxemburgo no título nacional do ano anterior, Oswaldo conseguiu ótimos resultados. Apesar da eliminação para o Palmeiras nas quartas de final da Libertadores de 1999, o time conseguiu uma arrancada sensacional rumo ao título paulista daquele ano, também contra a equipe alviverde. No segundo semestre, Oswaldo guiou o time para o tri campeonato brasileiro em uma campanha arrasadora, na qual o Timão liderou o torneio de ponta a ponta e derrotou o forte time do Atlético-MG na final.
Em 2000 viria a consagração máxima: o título do primeiro Mundial de Clubes organizado pela FIFA, conquistado contra o Vasco da Gama, nos pênaltis, em pleno Maracanã. Porém, resultados ruins no Paulistão daquele ano e uma nova eliminação contra o Palmeiras na Libertadores, dessa vez na semifinal, fizeram com que o treinador fosse demitido.
Oswaldo treinou diversas outras equipes importantes do futebol nacional até ser novamente contratado pelo Corinthians, em 2004. Porém, nessa passagem as coisas não deram certo, e ele deixou o clube mais uma vez. Teria uma nova oportunidade em 2016, mas ficou poucas partidas no cargo.
O treinador, que era flamenguista quando jovem, chegou a declarar recentemente que jamais comemoraria um gol contra o Corinthians em sua carreira. Ele afirma que se tornou corinthiano após sua trajetória no clube, pois lá ganhou diversos títulos e, mais importante que isso, a torcida o ganhou para sempre. Pelos resultados alcançados e pelo carinho demonstrado pelo clube, Oswaldo de Oliveira, merecidamente, ganhou espaço nos corações de todos os torcedores corinthianos.
Pelo Corinthians:
Jogos: 112
Vitórias: 58
Empates: 21
Derrotas: 33
Títulos: Mundial de Clubes da FIFA: 2000 Campeonato Brasileiro: 1999 Campeonato Paulista: 1999
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Esse gol merece estar na primeira colocação, mas ganha o número 10 por ter sido marcado em 1910, no dia 14 de setembro. Nessa partida contra o Estrela Polar, a segunda de nossa história, o Corinthians, ainda um time da várzea paulistana, marcou seu primeiro gol e, de quebra, conquistou sua primeira vitória. O italiano Luigi Salvatore Fabbi, conhecido no país como Luis Fabbi, foi o responsável por tal honra.
Não existem vídeos desse lance, mas mesmo sem registros, sua importância é fundamental por abrir o caminho para a tão vitoriosa história do Sport Club Corinthians Paulista.
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Em uma noite inesquecível (ou manhã, para a maioria dos corinthianos que ficaram no Brasil), o Corinthians bateu o Chelsea por 1x0 em Yokohama e se sagrou bicampeão do mundo, com todos os méritos. Guerrero foi o herói da partida ao marcar o gol da vitória, mas devem ser destacadas as atuações de todos os jogadores, verdadeiros guerreiros ao longo dos 90 minutos.
Foi um jogaço. Desde os primeiros lances o Timão partiu pra cima, jogando de igual pra igual. Nada de complexo de vira-latas! O Coringão deixou bem claro que não adotaria a postura covarde utilizada pelas demais equipes brasileiras contra os europeus no Mundial, que consiste em se colocar como um time pequeno e inferior, jogando fechado à espera de um milagre. Com o Corinthians, jamais! Deu orgulho demais ver o Corinthians mostrar ao mundo que ninguém é campeão invicto da Libertadores à toa.
O Chelsea teve algumas chances claríssimas de gol, é verdade, e só não marcou porque o Cássio estava em uma noite iluminada e fechou a meta corinthiana. Porém, taticamente, o Timão engoliu os campeões europeus. Eles tiveram um pouco mais posse de bola do que a gente (54 a 46%), mas não conseguiam fazer nada com ela, pois o Corinthians avançou a marcação. Era só os ingleses pegarem na bola que a gente abafava e desarmava. O jeito para eles era apostar nos lançamentos para Fernando Torres, que realmente levaram um certo perigo. Mas a gente tinha Cássio. O camisa 12 corinthiano operou verdadeiros milagres, incluindo diversos chutes à queima roupa, e fez uma linda defesa de mão trocada em um chute de Moses. Não tinha jeito. O jogo era nosso.
As chances ofensivas do Timão foram se tornando cada vez mais frequentes, e tamanho domínio corinthiano não poderia passar em branco. Aos 24 do segundo tempo, em uma ligeira troca de passes, Jorge Henrique ajeitou de cabeça pra Paulinho, que levou a marcação consigo e rolou a bola para Danilo; ele bateu pro gol, mas a bola espirrou na defesa, sobrando na cabeça de Guerrero, que fez o gol do título.
Depois foi só segurar o resultado, não sem antes tomar mais diversos sufocos. O Chelsea inclusive chegou a marcar um gol, mas Torres estava impedido, e os milhares de Corinthianos que atravessaram o mundo para acompanhar o time do coração foram recompensados com mais uma taça, levantada pelo capitão Alessandro com os olhos cheios de lágrimas.
Além do título, o Corinthians recebeu diversos prêmios individuais: Cássio foi eleito o melhor jogador em campo na final, levando pra casa um carro da Toyota como prêmio, e também recebeu a Bola de Ouro como o melhor jogador do Mundial; Guerrero, autor dos dois gols corinthianos no torneio, recebeu a Bola de Bronze; e Tite foi escolhido como o melhor técnico da competição. Fora isso, ao longo de todo o ano de 2013 o Corinthians terá a honra de estampar sua camisa com um distintivo especial da FIFA reservado à atual equipe campeã do mundo.
Fiel Torcida, falta apenas um dia para a partida pela qual a gente está esperando desde 4 de julho, o tal do Corinthians x Chelsea de que tanto se fala. Na verdade, há quem espere essa partida desde bem antes, o dia 19 de maio, quando a equipe inglesa venceu a Champions League, e nós ainda estávamos nas quartas de final da Libertadores contra o Vasco...
Quanto maior a importância da partida, mais difícil é escrever algo a respeito, pois o nervosismo toma conta da gente. O que dá pra dizer todo mundo já sabe: o Chelsea atropelou o Monterrey na semifinal, jogando umas 200 vezes melhor do que a gente, e tá botando pânico geral. Havia quem dissesse que os ingleses não eram de nada, mas depois de quinta-feira o discurso mudou. Os caras são bons, MUITO BONS, e temos que admitir: são os favoritos. A gente pode ser campeão, mas não vai ser nada fácil.
Eu poderia argumentar apelando pra história dos Mundiais da FIFA de 2005 e 2006. Em ambas as edições, os times brasileiros (São Paulo e Internacional, respectivamente) tiveram um desempenho pífio na semifinal contra adversários ridículos (3x2 no Al Ittihad, da Arábia Saudita, e 2x1 no Al Ahly, do Egito, respectivamente) e viram as equipes europeias (Liverpool e Barcelona, respectivamente) aplicarem goleadas implacáveis em seus adversários (3x0 no Deportivo Saprissa, da Costa Rica, e 4x0 no América, do México, respectivamente). Cheios de marra, os europeus foram pra final achando que iam atropelar, e todo mundo sabe o que aconteceu: título brasileiro. Será que a história vai se repetir?
Prefiro argumentar recorrendo à história do próprio Corinthians, que é o que nos interessa. Uma equipe que jamais decepciona o torcedor, especialmente quando tem a massa ao seu lado. Foi assim em 1976, na invasão do Maracanã; em 1990, pintando o Morumbi de preto e branco; em 2000, invadindo o Maracanã outra vez; na Libertadores deste ano, calando 50 mil bocas na Bombonera; e em diversas outras ocasiões ao longo desses 102 anos. Assim é o Corinthians: quando a massa toma conta, não tem pra ninguém.
Temos motivos de sobra pra acreditar sim na conquista desse Mundial, afinal, os estádios japoneses já viraram filiais do Pacaembu. Mas quero pensar diferente. Quero pensar que nada vai mudar, com título ou sem título. Não que a conquista não seja importante, é claro que é, mas desde quando algo muda pra nós com algum título? Alguma coisa mudou com a conquista da Libertadores? Seu sentimento mudou? Sua paixão pelo time aumentou? Seu interesse cresceu? Espero que não. Pra mim, pelo menos, não mudou nada.
É por isso que quero aproveitar esse espaço não pra almejar o título mundial ou fazer projeções sobre a partida, e sim pra destacar o sentimento corinthiano –o que, na boa, é muito maior do que qualquer taça. Se pudermos ganhar, maravilha. Comemore como um louco, afinal, é o que somos, e não é todo dia que se conquista o mundo. Mas, se tivermos que perder (sai, zica!), certamente será como homens, então, cabeça erguida.
Independentemente do resultado, AQUI É CORINTHIANS. O resto é detalhe. Até mesmo título mundial.
Evitamos uma mazembada, apesar de termos jogado MAL PRA CARAMBA, e vencemos o Al Ahly por 1x0, o que bastou pra nos levar à decisão da Copa do Mundo de Clubes da FIFA contra Chelsea ou Monterrey (o adversário será definido amanhã).
Nossa exibição, convenhamos, foi péssima. Só dá pra ressaltar o lindíssimo toque do Douglas pro Guerrero no lance do gol e a estrela do atacante peruano, que por pouco não ficou de fora do Mundial e hoje marcou o gol da vitória. De resto, só críticas.
Como já esperado, o Corinthians começou pressionando e marcando a saída de bola do time egípcio. Só que o nervosismo de todos os jogadores corinthianos ficou evidente desde os primeiros lances. Nada dava certo, a criação estava deficiente, a zaga rebatia mal (o Chicão chegou ao absurdo de "ajeitar" a bola pro atacante adversário bater de frente pro gol) e quem mais deveria aparecer (leia-se Paulinho e Emerson) tava sumido em campo. A conclusão é uma só: a gente só não perdeu por que o time deles é ruim pra caramba. E mesmo sendo ruim, conseguiu dominar o jogo no segundo tempo, tendo mais posse de bola e até chegando a gol com mais perigo – ou você também não gelou no lance em que o Cássio saiu e o atacante deles chutou na rede pelo lado de fora?
É INACEITÁVEL que um time que esteja ganhando só de 1x0 se comporte de forma tão passiva. Parecia que o jogo já estava ganho e que o time estava poupando energia pra final, só que ainda faltavam 60 minutos pro jogo acabar! Tá certo que é tradição os clubes brasileiros estrearem mal no torneio e tomarem sustos (quem não se lembra do São Paulo contra o Al Ittihad em 2005 e do Internacional contra o próprio Al Ahly em 2006, sem falar de Inter x Mazembe em 2010?), mas o Corinthians passou de qualquer limite.
Se jogarmos assim no domingo, é vice na certa – independentemente de enfrentarmos Chelsea ou Monterrey. O que nos resta é torcer pra que toda a equipe reflita sobre o desempenho horroroso de hoje e faça questão de jogar como campeões no domingo. Quem sabe a gente engrena bem na hora H e traz essa taça?
Amanhã, dia 12 de dezembro, o Corinthians finalmente entrará em campo no Mundial de clubes da FIFA. A ansiedade que nos acompanha desde o dia 4 de julho vai embora às 8:30, na estreia do Timão no Japão, contra o Al Ahly, do Egito. Em compensação, a emoção não para de crescer, então escrever qualquer coisa aqui vai ser bastante complicado.
Quem assistiu à partida entre o Al Ahly e o Sanfrecce Hiroshima viu que nosso adversário, TEORICAMENTE, não é dos mais assustadores. Destaco o "teoricamente" porque Tolimas, Mazembes e Asas de Arapiraca existem.
Independentemente disso, o Al Ahly merece sim o nosso respeito, e todo cuidado com eles é benvindo. Ainda que o futebol africano não se compare ao sul-americano ou ao europeu nem em tradição e nem em qualidade, a equipe egípcia é a maior força do continente – já venceram a Liga dos Campeões da CAF 7 vezes e disputam o Mundial da FIFA pela 4º vez (ficaram em 3º lugar em 2006 e em 6º lugar em 2005 e 2008). Além disso, jogam com a motivação de honrar os mortos da Tragédia de Port Said (pra quem não se lembra, em fevereiro desse ano jogadores e torcedores do Al Ahly foram atacados pela torcida do Al Masry em uma partida do campeonato local, com um saldo de 73 mortos e mil feridos). Conclusão: eles possuem experiência e motivação. Mas, mesmo assim, se a gente perder pra eles vai ser zebra? VAI.
O fato é que o Corinthians é infinitamente superior em todos os quesitos. Nem sempre o melhor vence, mas sabemos da qualidade de nossa equipe e do que somos capazes nos momentos decisivos. Experências também temos de sobra, motivação nunca nos faltou e a chance de ser bi no Japão e finalmente conquistar um Mundial sem a incômoda condição de representante do país sede não tem preço.
Nas semifinais do Paulistão de 2001 o Corinthians teve como adversário o Santos, que fez melhor campanha que a nossa na primeira fase e, por isso, jogava por 2 empates. O primeiro jogo acabou em 1x1, mesmo resultado que persistia no placar da partida de volta, em 13 de maio, e nos tiraria da final contra o Botafogo de Ribeirão Preto. Isso até os 47 do segundo tempo: faltando 10 segundos para o fim do jogo, Gil fez bela jogada pela esquerda e e partiu para cima do zagueiro André Luis, que caiu sentado após tomar um drible incrível. O ponta corinthiano cruzou rasteiro e Marcelinho fez um corta-luz, deixando a bola sobrar limpa para Ricardinho marcar o golaço da classificação.
Veja o gol no vídeo:
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Ao descobrir que a última partida do Corinthians antes do Mundial seria um clássico contra o São Paulo, duas preocupações vieram à cabeça do torcedor corinthiano:
1 – O Corinthians poderia vencer o clássico e ir para o Japão com o famoso "excesso de confiança".
2 – O Corinthians poderia perder o clássico e ir para o Japão com a famosa "moral baixa".
Perdemos o clássico. Pior, perdemos pro time reserva do nosso maior freguês. Ainda pior, perdemos jogando MUITO MAL. Tomamos uma virada, DE NOVO, como havia acontecido contra eles no 1º turno. Não seguramos o aspecto emocional, DE NOVO – e os maiores exemplos disso foram a infantil expulsão de Jorge Henrique e a infeliz falha de Wallace no terceiro gol tricolor. Ok, teve o nosso gol mal anulado (quem é o time do apito amigo, mesmo?), que se tivesse sido validado poderia mudar a história do jogo, mas nada tira o mérito da equipe do São Paulo, que fez uma excelente partida, e nem apaga os erros do Corinthians, que foram diversos.
Só não devemos e nem podemos nos desesperar. Se o seu pensamento é "um time que perde pros reservas do São Paulo não tem nenhuma chance no Mundial", lembre-se que seu pensamento, no primeiro semestre, era de que "um time que perde pra Ponte Preta não tem nenhuma chance na Libertadores" – e deu no que deu.
Temos que pensar que a partida de ontem, assim como todo o Brasileirão, não importa. Desde o dia 4 de julho de 2012, quando finalmente conquistamos a América, sabíamos que seriam longos 5 meses até a estreia no Mundial, e que nada que acontecesse nesse meio tempo faria grande diferença. Seria ótimo ter ganho o clássico, mas perdemos; seria ótimo ter terminado como o melhor time do returno, mas fomos o 4º melhor; seria ótimo ter conseguido uma posição melhor na tabela, mas fechamos o campeonato na 6º colocação. Só que o que importa é: o Brasileiro seria usado pra treinar o time, entrosar as novas peças, testar novas formações, e tudo isso foi feito, com muita qualidade. Estamos SIM prontos pra embarcar e podemos SIM trazer o bi.
Mais: essa derrota para o São Paulo tem tudo pra ser um "efeito Ponte Preta", o famoso "males que vêm para o bem". Nada como perder um jogo que não vale nada às vésperas de uma decisão, assim todo mundo baixa a bola, reflete a respeito de seus erros e não embarca pro Japão achando que é o bam-bam-bam. Como o próprio Tite disse, essa derrota fez o Corinthians "vencer nossa primeira partida no Mundial".
Ainda sobre o Brasileirão:
• fechamos o campeonato em 6º lugar. Em 38 jogos, foram 15 vitórias, 12 empates e 11 derrotas, marcamos 51 gols e sofremos 39. Pra um time que passou metade do campeonato com a cabeça na Libertadores e a outra metade pensando no Mundial, tá ótimo;
• fomos o 4º melhor time do returno, e quase conseguimos a façanha de vencer o Troféu João Saldanha, que ficou exatamente com o São Paulo, graças aos 3 pontos conquistados ontem sobre a gente;
• após as saídas de Alex e Leandro Castan em julho, não perdemos nenhum jogador para o Mundial, nem por contusão e nem por transferência. Vamos completos pro Japão.
Pra encerrar, um tema que não pode passar em branco: durante o vergonhoso "olé" que ouvimos ontem no Pacaembu, a torcida tricolor cantou um patético "o freguês voltou" pra gente. Além dessa música ser nossa, cantada CONTRA ELES, fica a dúvida: em qual universo paralelo o Corinthians é freguês do São Paulo?
Vamos aos números:
• No confronto geral são 312 jogos, com 115 vitórias do Corinthians, 100 vitórias do São Paulo e 97 empates. Isso quer dizer que se o São Paulo iniciasse uma improvável sequência de vitórias contra a gente em 2013, contando 3 jogos por ano garantidos entre os 2 clubes (1 no Paulistão, que é em turno único, e 2 no Brasileirão, que é disputado em turno e returno), só tiraria a diferença em 2018! Quem é o freguês, mesmo?
• No Brasileirão em particular, vencemos 22 partidas e perdemos 13, além de 19 empates. Marcamos 60 gols e sofremos 49. Quem é o freguês, mesmo?
• Vencemos o São Paulo em 6 finais: no Brasileiro de 1990, no Rio-São Paulo de 2002 e nos Paulistas de 1982, 1983, 1997 (última partida do quadrangular final) e 2003, além da partida decisiva do Paulista de 1938, que era em pontos corridos. Eles venceram apenas 3, nos Paulistões de 1987, 1991 e 1998, além da partida decisiva do Paulista de 1957, que era em pontos corridos. Quem é o freguês, mesmo?
• Em outras etapas do mata-mata a freguesia é ainda maior: eliminamos o São Paulo 5 vezes (nas semifinais do Paulistões de 1999 e 2009, na semifinal do segundo turno do Paulista de 1977, na semifinal da Copa do Brasil de 2002 e na semifinal do Brasileirão de 1999), e fomos eliminados em apenas 2 ocasiões (na semifinal do Paulista de 2000 e na semifinal da Copa Conmebol de 1994). Quem é o freguês, mesmo?
Mas vamos tentar entender o lado dos caras: só apoiam o time quando vencem algum título – mas não vencem nada desde 2008. De lá pra cá viram o Corinthians vencer tudo o que disputou (Paulista, Copa do Brasil, Brasileiro e Libertadores), e enquanto estão se preparando para a final de um torneio que ninguém dá a menor importância (a Copa Sul-americana), vão assistir pela TV o Corinthians disputar o bi Mundial no Japão. É natural que comemorem tanto uma vitória contra nós, mas cantar a NOSSA música e mentir nos chamando de fregueses indica 3 coisas: que eles não conhecem a história do próprio time, que vivem em função da gente e que não têm o mínimo de originalidade. Patético.
Finalmente chegou a última rodada do Brasileirão 2012, torneio que a gente acompanhou, verdade seja dita, torcendo pra que acabasse o mais rápido possível pra chegar logo o Mundial.
Encerramos nossa participação com um clássico contra o São Paulo, o que tem tudo pra ser uma disputa limpa. A gente embarca pro Japão dentro de alguns dias, e eles têm a final da Sul-americana pela frente. Logo, ninguém vai querer se arrebentar.
Mas a partida tem um incentivo para os Corinthianos: o Troféu João Saldanha, oferecido ao melhor time do segundo turno. Uma vitória do Corinthians somada a empate ou derrota do Fluminense nos dá a taça.
Assim como Péricles, seu ex-companheiro de Exaltasamba, o cantor Thiaguinho (Thiago André Barbosa, nascido em Presidente Prudente no dia 11 de março de 1983) também é torcedor do Timão.
Já entrou para a história a comemoração corinthiana no círculo central do estádio de Yokohama, após a vitória do Mundial de 2012 contra o Chelsea, em que todo o elenco cantou a música "A amizade é tudo", de autoria do cantor. Veja a letra:
A amizade é tudo
Um sentimento natural
Que acontece com razão
É Deus quem escolhe
Quem vai se dar bem
A caminhada é igual
Seguindo a mesma direção
Pensando juntos nós vamos além
Lágrimas na vitória
Sempre na derrota ou glória
É luz na escuridão
Somos um só coração
Sempre vivo na memória
Faz parte da minha história
Nada vai nos separar
A amizade é tudo!
É se dar sem esperar
Nada em troca dessa união
É ter alguém pra contar
Na indecisão!
Nunca se desesperar
Sempre ali pra estender a mão
Maior valor não há!
É feito irmão!
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Outro corinthiano é Péricles, nascido em Santo André no dia 22 de junho de 1969, o líder do Exaltasamba ao longo de décadas – assim como seu ex-colega de grupo, Thiaguinho.
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Cantor, ex-líder do grupo de pagode Negritude Júnior, apresentador de TV e político filiado ao PCdoB, José de Paula Neto (São Paulo, 11 de julho de 1970), mais conhecido como Netinho de Paula, é mais um representante da fiel torcida no mundo da música.
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Welson David de Camargo, o cantor sertanejo Luciano, da dupla Zezé di Camargo e Luciano (Pirenópolis, 20 de janeiro de 1973) é outro corinthiano roxo. São famosas as apostas em jogos decisivos que ele faz entre amigos e principalmente com seu irmão Zezé – que é são-paulino.
Na despedida do Timão no Pacaembu nesse ano, não jogamos bem e apenas empatamos com o Santos, em 1x1.
É difícil ver a equipe comandada por Tite não fazer boas partidas, mas ontem foi um desses raros casos. Beleza que era clássico, mas o grau de dificuldade que vamos encontrar no Mundial é muito maior. Talvez não seja motivo pra se preocupar, mas é, no mínimo, pra ficar esperto.
O gol que sofremos foi de pura desatenção. No final do primeiro tempo, moscada federal da zaga corinthiana e Felipe Anderson abriu o placar pros caras. O Timão só foi empatar aos 34 do segundo tempo. Jorge Henrique sofreu uma falta na meia direita; ele mesmo bateu e Wallace, de cabeça, fez seu primeiro gol com a camisa do Corinthians e nos colocou em igualdade. E o jogo acabou mesmo em 1x1.
Com o resultado, nos mantivemos como a segunda melhor equipe do returno, ainda atrás do Fluminense, que também empatou. Caso a gente vença o São Paulo na rodada final do campeonato e o Fluminense empate ou perca para o Vasco, o Troféu João Saldanha é nosso.
É também importante ressaltar os confrontos contra o Santos no ano, onde rolou um grande equilíbrio: em 5 jogos, vencemos 1 (a partida de ida nas semifinais da Libertadores), perdemos 2 (na primeira fase do Paulista e no primeiro turno do Brasileiro) e empatamos 2 (o jogo de volta na Liberta e o de ontem). Mesmo assim, a memória do confronto no ano é bem doce: o que realmente importou, a vaga pra finalíssima da Libertadores, a gente papou.